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Em tom amistoso, Trump chama Xi de ‘amigo’ em encontro na China

Abertura dos mercados chineses a empresas dos EUA é um dos objetivos do presidente

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Trump ao lado de Xi Jinping, em Pequim: encontro amistoso entre os líderes
Trump ao lado de Xi Jinping, em Pequim: encontro amistoso entre os líderes | Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou nessa quarta-feira (13) a primeira reunião com o presidente da China, Xi Jinping, em uma visita que deve durar três dias.

Trump abriu encontro com elogios a Xi Jinping. Ele chamou o presidente chinês de amigo em um breve discurso no salão oval e falou sobre a importância de fazer negócios com o país. Trump também destacou que as duas maiores potências terão um “futuro fantástico juntos” pela frente.

“Nós dois já nos conhecemos há muito. É a maior relação entre presidentes dos dois países. É uma relação fantástica. Sempre quando tivemos um problema, conseguimos resolver rapidamente”, disse Trump.

“Eu tenho respeito por um grande líder que você é. As pessoas não gostam que eu diga isso, mas eu quero dizer —em nome de grande nomes que estão aqui... eles querem fazer negócio. Eu estou ansioso para as nossas discussões. É uma honra estar com você. É uma honra ser seu amigo”, prosseguiu o presidente norte-americano”.

Presidente chinês também fez discurso otimista. “Devemos ser parceiros em vez de adversários, alcançar o sucesso uns para os outros, prosperar juntos e forjar um caminho correto para que os principais países da nova era convivam em harmonia”, afirmou Xi Jinping.

Segundo a imprensa americana, 16 líderes empresariais embarcaram com o presidente americano, entre eles Elon Musk, CEO da Tesla, e Tim Cook, CEO da Apple. O diretor de cinema Brett Ratner, conhecido pela franquia “A Hora do Rush” também viajou a bordo do avião presidencial Air Force One.

Presença do grupo é vista como tentativa de demonstrar força. O objetivo da Casa Branca é estreitar canais com Pequim em meio às disputas sobre inteligência artificial, semicondutores e minerais raros.

Primeira visita de um presidente americano à China em quase uma década. A última vez que isso aconteceu foi em novembro de 2017, durante o primeiro mandato do próprio presidente Trump.

Trump e Xi Jinping se encontraram pela última vez em outubro de 2025. A reunião foi realizada durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Busan, na Coreia do Sul. Desde então, as tensões comerciais e tecnológicas entre Washington e Pequim voltaram a se intensificar.

“BEM-VINDO”

Ao desembarcar com comitiva em Pequim, Trump foi recebido no tapete vermelho pelo vice-presidente chinês Han Zheng, um dos principais líderes do país.

A recepção foi interpretada como uma demonstração de respeito ao presidente norte-americano, após um representante de nível inferior ter recebido Trump em sua última visita.

Na chegada, grupos agitavam bandeiras chinesas e americanas enquanto gritavam “bem-vindo”.

O presidente norte-americano estava acompanhado do filho, Eric Trump, e de alguns dos principais nomes da indústria de tecnologia, entre eles Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia.

Também participam da viagem executivos como Tim Cook, da Apple, Larry Fink, da BlackRock, e Kelly Ortberg, da Boeing. “Pedirei ao presidente Xi, um líder de extraordinária distinção, que ‘abra’ a China para que essas pessoas brilhantes possam fazer sua mágica e ajudar a levar a República Popular a um nível ainda mais alto”, disse Trump em publicação nas redes sociais antes da chegada.

Trump afirmou que esse seria seu “primeiro pedido” ao se encontrar com o líder chinês.

O comércio entre os dois países diminuiu nos últimos anos em meio à crescente guerra tarifária e a outras restrições.

No ano passado, o comércio bilateral totalizou US$ 414,7 bilhões, queda acentuada em relação aos US$ 690,4 bilhões registrados em 2022.

Trump também espera reduzir o déficit comercial entre os dois países. No ano passado, as importações norte-americanas da China superaram as exportações dos EUA para o gigante asiático em US$ 200 bilhões.

CONCORRENTE

A China, por sua vez, busca se apresentar como concorrente de peso na corrida global por inteligência artificial, ampliando a demanda por chips de computação fabricados nos Estados Unidos. Porém, setores do governo norte-americano temem que empresas chinesas se apropriem dessas tecnologias, o que levou ao endurecimento das restrições de exportação.

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