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Oriente Médio

EUA e Irã chegam a acordo para reabertura de Ormuz

Informação foi divulgada por mídia árabe, mas ataques voltaram a ocorrer no estreito

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Centenas de navios continuam impedidos de sair do estreito
Centenas de navios continuam impedidos de sair do estreito | Foto: Amirhossein Khorgooei / ISNA / AFP

Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo inicial para um fim gradual do bloqueio do Estreito de Ormuz, segundo informou ontem o veículo de comunicação árabe al-Hadath. Uma reportagem com fontes dos dois países afirma que as negociações estão progredindo e o Irã se comprometeu em reabrir gradualmente o estreito, enquanto os EUA irão aliviar o bloqueio naval aos portos.

De acordo com a publicação, ‘uma solução para permitir a saída das centenas de navios bloqueados poderá ser alcançada em poucas horas’.

O presidente dos Estados Unidos deu 48 horas para que o Irã aceite os termos de um acordo de paz definitivo, sob pena de sofrer novos bombardeios. A ameaça foi feita após o portal americano Axios revelar que os dois governos trabalham em um memorando de apenas uma página para encerrar a guerra.

O plano contém 14 pontos-chave que buscam um cessar-fogo imediato e o fim da paralisia econômica global causada pelo conflito.

Um dos pilares do acordo é a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.

Segundo o Axios, o acordo prevê uma moratória no enriquecimento de urânio por parte do Irã, mas Trump exige ter acesso às reservas que o regime já processou.

Teerã resiste à ideia de transferir esse material para fora de seu território, o que mantém o risco de um impasse nas próximas horas.

O governo iraniano classificou os detalhes vazados pela imprensa como uma “lista de desejos americanos”.

Enquanto o Ministério das Relações Exteriores analisa a proposta mediada pelo Paquistão, a ala mais conservadora do parlamento iraniano denuncia a pressão de Washington como uma tentativa de forçar a rendição do país por meio de chantagem econômica.

Se assinado, o memorando de entendimento abrirá um prazo de 30 dias para negociações intensas em Genebra ou Islamabad.

O objetivo é transformar o cessar-fogo temporário em um tratado de paz definitivo.

ATAQUES

Apesar disso, as tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a crescer ontem após relatos de novos ataques militares próximos ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e ponto sensível do conflito.

Segundo informações divulgadas pela emissora norte-americana Fox News, militares dos EUA realizaram ataques contra instalações iranianas nas regiões de Qeshm e Bandar Abbas.

As duas áreas ficam localizadas nas proximidades do Estreito de Ormuz, corredor marítimo que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte significativa do comércio global de petróleo.

Mais cedo, a agência iraniana Fars informou que explosões foram ouvidas tanto na cidade portuária de Bandar Abbas quanto na ilha de Qeshm. Já a agência estatal Mehr afirmou que os sistemas de defesa aérea também foram ativados em Teerã.

Em resposta aos ataques, um oficial militar iraniano afirmou à emissora estatal IRIB que forças iranianas reagiram à ofensiva norte-americana.

“Unidades inimigas foram alvejadas por mísseis iranianos e forçadas a fugir após sofrerem danos”, disse a autoridade, segundo a televisão iraniana.

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Cessar-fogo frágil

Os episódios acontecem em meio a um cessar-fogo envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, prorrogado no fim de abril pelo presidente Donald Trump.

Na ocasião, o chefe da Casa Branca afirmou que a extensão da trégua buscava abrir caminho para um acordo mais amplo entre os países.

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