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    Narcotráfico

    Morte de líder de cartel provoca onda de violência no México

    Ao menos 62 morrem após operação que matou “El Mencho”; ataques atingem forças de segurança

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    foram registrados ataques coordenados em diferentes regiões do país
    foram registrados ataques coordenados em diferentes regiões do país | Foto: Divulgação

    Ao menos 62 pessoas morreram após a operação que resultou na morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG). O balanço foi divulgado ontem pelo ministro da Segurança, Omar García Harfuch.

    El Mencho foi morto no domingo (22), durante ação das Forças Armadas em Tapalpa, no estado de Jalisco. Considerado um dos narcotraficantes mais procurados do México e dos Estados Unidos, ele era alvo de investigações há mais de uma década.

    Após a operação, foram registrados ataques coordenados em diferentes regiões do país. Segundo o governo, 25 integrantes da Guarda Nacional morreram em seis ações em Jalisco. Também foram mortos um agente penitenciário, uma integrante do Ministério Público estadual e uma mulher. Outros 34 suspeitos morreram em confrontos em Jalisco e Michoacán. Ao todo, 70 pessoas foram presas em sete estados.

    A escalada de violência levou à suspensão de aulas, interrupção do transporte público e bloqueios de rodovias. O aeroporto internacional de Guadalajara registrou relatos de disparos nas imediações e cancelamento de voos.

    O secretário da Defesa, Ricardo Trevilla, afirmou que o paradeiro de El Mencho foi identificado após o monitoramento de pessoas próximas ao traficante. A operação contou com apoio de inteligência federal.

    A presidente Claudia Sheinbaum declarou que o governo atua em coordenação com autoridades estaduais para conter novos episódios de violência e disse esperar a normalização das operações aéreas até terça-feira (24). Ela também reiterou que não admite qualquer tipo de intervenção militar estrangeira no país.

    Nascido em 1966, em Aguililla, no estado de Michoacán, Oseguera era ex-policial e liderava o CJNG, organização que se expandiu rapidamente na última década, consolidando presença em estados como Jalisco, Colima e Veracruz. De acordo com a Drug Enforcement Administration (DEA), o cartel se tornou um dos principais produtores e distribuidores de drogas sintéticas, como metanfetamina e fentanil, destinadas principalmente ao mercado norte-americano. A agência oferecia recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levassem à captura do narcotraficante.

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