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    Greve geral contra reforma trabalhista paralisa a Argentina

    Cerca de 13 sindicatos de trabalhadores aderiram ao movimento

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    Paralisação afetou, inclusive, diversos voos entre Argentina e Brasil
    Paralisação afetou, inclusive, diversos voos entre Argentina e Brasil | Foto: Agustin Marcarian/Reuters

    A greve nacional imposta na Argentina contra a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei paralisou o país ontem. Cerca de 13 sindicatos de trabalhadores aderiram ao movimento, convocado pela Confederação Geral do Trabalho.

    A forte adesão do setor de transportes impactou o país inteiro. Segundo o jornal argentino Clarín, desde 0h (horário local) não havia trens, metrôs ou aviões em operação. Apenas algumas linhas de ônibus seguiam funcionando.

    A paralisação afetou, inclusive, diversos voos entre Argentina e Brasil.

    O projeto de Milei pretende, entre outras medidas, aumentar a carga horária de trabalho para 12 horas diárias. A matéria foi aprovada no Senado e será debatida nesta quinta na Câmara dos Deputados, às 14h.

    Além das paralisações de serviços, também estão marcados protestos de sindicatos de esquerda e de setores kichneristas, de oposição a Milei.

    Além da reforma proposta, outro ponto incentivou trabalhadores e setores de esquerda a protestar: o fechamento da fábrica Fate, a maior fabricante de pneus da Argentina. A empresa anunciou o fim das atividades, o que resultará na demissão de 900 trabalhadores, e atribuiu a decisão a um aumento de importações do mercado argentino.

    Em imagens de protestos pelas ruas, é possível ver vários cartazes em referência à fábrica e aos trabalhadores demitidos da Fate.

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