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Arsenais

Rússia diz estar pronta para fim de limites nucleares

Acordo assinado em 2010 com os Estados Unidos expira nesta quinta-feira

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Para Peskov, fim do tratado pode deixar o mundo em perigo
Para Peskov, fim do tratado pode deixar o mundo em perigo | Foto: Evgenia Novozhenina / Reuters

O governo da Rússia afirmou ontem que está preparado para uma nova realidade internacional sem limites legais para o controle de armas nucleares.

A declaração ocorre às vésperas do vencimento do tratado New START, principal acordo de limitação de arsenais nucleares entre Moscou e Washington, que expira nesta quinta-feira (5) e não deve ser renovado.

Assinado em 2010 pelos então presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Dmitry Medvedev, da Rússia, o New START entrou em vigor em 2011 e estabelece limites rigorosos para o poder nuclear das duas maiores potências do mundo.

O tratado restringe o número de ogivas nucleares estratégicas a 1.550 por país, limita a até 700 os mísseis balísticos intercontinentais, bombardeiros estratégicos e lançadores, além de prever mecanismos de inspeção mútua.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, os Estados Unidos não responderam à proposta do presidente russo Vladimir Putin de estender o acordo por mais um ano. “O fim do tratado pode deixar o mundo em uma situação mais perigosa em poucos dias”, alertou.

Na mesma linha, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, afirmou que o término do New START é iminente e que não há, no momento, condições para retomar negociações com Washington.

“Atualmente, não existem pré-condições para um diálogo significativo com os Estados Unidos sobre estabilidade estratégica”, declarou. Segundo ele, “a falta de resposta também é uma resposta”.

Ryabkov acrescentou que a Rússia está pronta para um cenário sem restrições formais aos arsenais nucleares, algo que não ocorre desde 1972. Caso o tratado expire sem substituição, será a primeira vez em mais de cinco décadas que não haverá limites legais para as armas nucleares das duas potências.

Os Estados Unidos, por sua vez, manifestaram interesse em incluir a China em um novo acordo. Pequim, entretanto, rejeita a proposta, argumentando que seu arsenal nuclear não é comparável ao dos norte-americanos e russos. Moscou declarou apoio à posição chinesa sobre o tema.

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev, que assinou o acordo em 2010, alertou para o risco de uma nova corrida armamentista global caso o tratado não seja renovado. Para ele, o fim do New START representa um retrocesso significativo nos esforços de controle de armas.

Em outros temas, Ryabkov criticou a política dos Estados Unidos em relação ao Irã, classificando as propostas apresentadas por Washington como “ultimatos”. Ele também afirmou que, caso os EUA ampliem a instalação de sistemas de defesa antimíssil na Groenlândia, a Rússia adotará medidas compensatórias em sua estratégia militar..

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