Crise no STF
STF tem sessão tensa e debate abertura de investigação contra Moraes
Em uma sessão histórica, com direito a bate-bocas entre ministros, alegações de impedimento dos ministros Dias Toffoli e Nunes Marques e frases duras, o plenário do Supremo Tribunal Federal, que passa por uma de suas maiores crises, demorou horas debatendo a abertura de um procedimento investigativo contra Alexandre de Moraes por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Sob os olhos do Brasil, em sessão transmitida ao vivo, ministros discutiram o rito da votação, divergiram sobre procedimentos e deixaram bem claro que a discussão, em alguns momentos acalorada, teve ingredientes políticos, exatamente a poucos dias das eleições.
CRISES PERMANENTES
Alguns ministros discordaram das normas adotadas pela presidência da Corte e alertaram que, sem um rito definido, haverá uma crise por semana, o que acabaria expondo o Supremo Tribunal Federal perante a sociedade brasileira como incapaz de resolver os próprios problemas.
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ALÍVIO
Passado o primeiro momento de tensão, o Supremo Tribunal Federal agora vai trabalhar, por meio de seu presidente, Edson Fachin, para estabilizar a situação, enquanto a Suprema Corte continua abalada pelo envolvimento de ministros em atos considerados suspeitos de corrupção.
ENFIM, A DECISÃO
Exaustivamente discutido, o tema sobre o julgamento dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça terminou 4 a 3 pela separação dos casos e com o ministro Flávio Dino pedindo vista.
ACOMPANHAMENTO
O próximo desafio do plenário será chegar a uma decisão final sobre o assunto dominante. As acusações contra Alexandre de Moraes envolvem suposto conluio com o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto André Mendonça é acusado de abuso de autoridade por supostamente atropelar a obrigatoriedade de cumprimento dos ritos legais como relator do caso Master.
PRAZO
Pelas regras atuais do STF, a análise fica interrompida até que o ministro que pediu vista devolva os autos ou até o fim do prazo previsto no regimento da Corte. O prazo regimental para devolver o processo é de 90 dias corridos.
FIM DE LINHA
Enquanto a confusão domina o Supremo Tribunal Federal, a saída repentina de Ronaldo Lessa do processo eleitoral, com sua vaga na suplência de Marina Candia sendo ocupada pelo médico Jurandir Boia, apressa o fim da carreira política do vice-governador, que deixa a disputa decepcionado com o tratamento que recebeu.
POÇO DE MÁGOAS
Ontem, depois de formalizada a exclusão de Ronaldo Lessa do processo eleitoral de 4 de outubro, aliados do vice-governador se mostravam decepcionados com o desfecho, embora o PDT continue fazendo parte da coligação com o PSDB.
AÇÕES
O presidente do TRE/AL, desembargador Alcides Gusmão, reuniu-se ontem com o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Alagoas, Juliano Quintella Malta Lessa, para tratar das ações que serão desenvolvidas pelo órgão durante as eleições. O juiz auxiliar da Presidência, Fausto Magno David Alves, também participou da reunião.