CONFUSÃO
Corinthians e quatro jogadores são denunciados no STJD
Denúncias se deram por conta dos conflitos generalizados no clássico contra o Palmeiras, no domingo (12), pelo Brasileirão
O Corinthians e quatro jogadores do elenco foram denunciados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido aos conflitos registrados no clássico contra o Palmeiras, disputado no domingo (12), pelo Campeonato Brasileiro, que terminou empatado em 0 a 0.
Entre os atletas, André pode pegar de uma a seis partidas de suspensão por gesto obsceno. Já Matheuzinho corre risco de punição mais severa, de quatro a 12 jogos, por agressão a um adversário. Breno Bidon também foi citado por atitude considerada hostil na zona mista e pode cumprir até três partidas.
Fora de campo, o goleiro Hugo Souza foi denunciado por declarações contra a arbitragem e pode ser punido com multa, além de suspensão de até seis jogos. O preparador de goleiros Luiz Fernando do Santos também responderá por participação em tumulto, com risco de afastamento entre dois e dez jogos.
Os clubes também foram incluídos nas denúncias. O Corinthians pode sofrer sanções por desordem, atraso no reinício da partida, conduta discriminatória e envolvimento em confusão, com possibilidade de multa e perda de mando de campo. A informação foi divulgada inicialmente pelo UOL.
BRIGA GENERALIZADA
O árbitro Flávio Rodrigues de Souza relatou um “tumulto generalizado” após o empate no clássico. Houve um empurrão no atacante Luighi, do Palmeiras, além do envolvimento de Matheuzinho, do Corinthians, em lance que terminou com expulsão.
O Palmeiras publicou nota nas redes sociais informando que o atacante Luighi teria sido agredido por um funcionário do Corinthians enquanto se dirigia para realizar o exame antidoping, ao fim do jogo.
Já o Corinthians também divulgou nota afirmando que o zagueiro Gabriel Paulista e o meio-campista Breno Bidon foram agredidos por seguranças do Palmeiras. Segundo o clube, os atletas irão registrar boletim de ocorrência no Juizado Especial Criminal (Jecrim).
Em coletiva, o técnico Diniz classificou o episódio como um “empurra-empurra normal do futebol”. “Cheguei e já estava tendo a confusão. Empurra-empurra é normal do futebol. Esse tipo de situação acontece com frequência. Poderia haver um protocolo para evitar esse encontro, já que os jogadores passam muito próximos uns dos outros”, afirmou.