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Kimi Antonelli vence GP do Japão a assume a ponta da tabela da F1

Piloto da Mercedes conquista segunda vitória da temporada e se torna o mais jovem da Fórmula 1 a liderar a disputa

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Após uma corrida com polêmicas, Kimi Antonelli foi o campeão
Após uma corrida com polêmicas, Kimi Antonelli foi o campeão | Foto: Kym Illman/Getty Images

Kimi Antonelli venceu o GP do Japão na madrugada de domingo (29) após uma corrida marcada por reviravoltas estratégicas na F1. O piloto da Mercedes perdeu posições logo na largada, mas se recuperou e aproveitou o momento do safety car para assumir a liderança. Oscar Piastri terminou em segundo, enquanto Charles Leclerc completou o pódio. Gabriel Bortoleto cruzou a linha de chegada na 13ª posição.

Com o resultado, Antonelli assumiu a liderança do campeonato de forma inédita e também se tornou o piloto mais jovem a liderar o Mundial da F1. A vitória ainda representa seu 2º triunfo seguido na categoria, reforçando o bom momento da Mercedes.

POLÊMICAS

A temporada da F1 começou sob forte tensão. Após apenas três corridas, o novo regulamento técnico elaborado para o ano gerou uma sequência de acidentes e críticas dos principais pilotos do grid. A situação atingiu o ápice no último domingo (29), durante o GP do Japão.

Oliver Bearman, da Haas, colidiu violentamente contra o muro após tentar ultrapassar Franco Colapinto, que perdeu potência repentinamente em uma reta. Bearman sofreu um impacto de 50G (50 vezes a força da gravidade). Ele saiu consciente, mas mancando, o que acendeu um alerta na Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Os carros da F1 de 2026 são 30 kg mais leves e menores. No entanto, a polêmica central está na gestão de energia, semelhante à da Fórmula E, exigindo que os pilotos escolham quando usar a potência máxima. Agora, existem dois botões principais: o “Boost” e o “Overtake”. O Boost permite o controle manual da energia para ataque ou defesa, alterando o perfil da unidade de potência. Já o “Overtake” concede potência extra ao piloto que busca atacar e que esteja a menos de um segundo do rival. O sistema permite recarregar 0,5 MJ (megajoules), mantendo a velocidade elevada por mais tempo.

A artificialidade do sistema foi alvo de críticas no paddock. Sobre o funcionamento do “Boost”, Lando Norris relatou a frustração: “Não é uma situação agradável, mas não há realmente nada que possamos fazer a respeito agora. É uma pena, é muito artificial”. Já Verstappen foi ainda mais incisivo, comparando a F1 a uma “Fórmula E com esteroides” e ao jogo Mario Kart, e ameaçou aposentadoria caso o regulamento não seja alterado.

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