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    CONFUSÃO

    CSA: funcionários protestam no CT e clima fica tenso

    Nos bastidores do clube, novos relatos ampliam a crise no Azulão

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    Robson Rodas afirmou que salários estão há 5 dias em atraso
    Robson Rodas afirmou que salários estão há 5 dias em atraso | Foto: — Foto: Nathália Máximo

    Funcionários do CSA protestaram contra o presidente do clube, Robson Rodas, na manhã dessa quarta-feira (11), no CT Gustavo Paiva. O motivo da manifestação foi um suposto atraso de cinco dias no pagamento da folha salarial referente ao mês de fevereiro. Em vídeo que circula nas redes sociais, trabalhadores do Azulão cobram explicações da diretoria e demonstram preocupação com despesas pessoais, como aluguel e alimentação.

    Durante a discussão, Robson Rodas afirmou que o clube estava buscando recursos para quitar os salários. “A gente ficou atrás de dinheiro para pagar a folha. Cinco dias de atraso, cinco dias! E eu buscando dinheiro para pagar a vocês”, disse o dirigente nas imagens. Os funcionários retrucaram, questionando como ficariam as despesas do dia a dia. “E o aluguel e a geladeira da gente? Como ficam?”, disseram alguns trabalhadores.

    Ainda no vídeo, em meio ao clima de tensão, o presidente do CSA aparece afirmando que os funcionários estavam demitidos. “Todos estão demitidos, podem ir embora. Eu resolvo o problema. Todos podem ir embora”, declarou.

    De acordo com apuração do jornalista Warner Oliveira, do Timaço na Gazeta, já havia uma insatisfação interna entre os funcionários por causa da situação salarial. A Polícia Militar de Alagoas foi acionada e esteve no local para garantir a ordem e a segurança no CT azulino.

    Em entrevista à repórter Nathália Máximo, da TV Gazeta, um funcionário identificado como Lucas afirmou que houve agressão por parte do presidente Robson Rodas durante a discussão dessa quarta. O dirigente, por outro lado, nega qualquer agressão e diz que apenas tocou no ombro do funcionário durante a conversa.

    Segundo Lucas, os trabalhadores chegaram ao CT no horário normal, bateram o ponto, mas decidiram não iniciar o expediente como forma de pressionar a diretoria por uma solução para os vencimentos pendentes.

    “Todo mundo aqui é assalariado e está necessitando do salário. A gente chega aqui às 6h da manhã, às vezes sai às cinco da tarde, trabalha em feriados. Quem está de fora brinca, mas quem sofre é quem está aqui dentro”, relatou.

    Segundo o funcionário, Rodas chegou ao CT por volta das 9h ou 10h e teria iniciado a conversa já exaltado. Lucas afirma que, após questionar a demissão coletiva anunciada pelo dirigente, houve um momento de tensão.

    “Eu disse que só sairia do CT quando assinasse minha rescisão e recebesse meus direitos. Aí ele deu dois tapas no meu peito e chamou o segurança para me tirar”, declarou.

    Já Rodas afirmou que os funcionários iniciaram um “motim” ao se recusarem a trabalhar, mesmo com apenas cinco dias de atraso salarial. “Eles fizeram uma greve branca. Chegaram, bateram o ponto e ficaram na portaria. Eu vim conversar e explicar que estou buscando recursos para pagar a folha”, disse.

    * Sob supervisão da Editoria

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