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    GAZETA 92 ANOS

    Um dia na redação: há 92 anos, o que é notícia está na Gazeta - no papel ou digital

    Periódico preserva rigor na apuração e integra versões impressa e online, investindo em interatividade

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    Matutino é feito por dezenas de profissionais que se dedicam diariamente, da apuração à impressão
    Matutino é feito por dezenas de profissionais que se dedicam diariamente, da apuração à impressão | Foto: AILTON CRUZ

    Durante décadas, a rotina da redação da Gazeta de Alagoas foi a mesma: apurar ao longo do dia, fechar à noite e, na madrugada, rodar o periódico para que ele chegasse às bancas e às casas no dia seguinte.

    O tempo passou, a tecnologia avançou, as plataformas se multiplicaram — mas o ritual permanece.

    Se Márcio Canuto, jornalista que hoje dá nome à redação da Central Gazeta de Notícias (CGN), atravessasse o espaço que o homenageia, reconheceria o ritmo da época em que nem existia a internet. A pauta começa cedo, as reportagens são construídas ao longo do dia, a capa é debatida com atenção e o fechamento concentra as decisões mais estratégicas. Nada é publicado às pressas.

    Imagem ilustrativa da imagem Um dia na redação: há 92 anos, o que é notícia está na Gazeta - no papel ou digital
    | Foto: AILTON CRUZ

    O veículo continua sendo pensado como edição, com começo, meio e fim. A diferença é que, além do papel, o conteúdo também ganhou formato digital. A edição é finalizada com a mesma estrutura editorial e disponibilizada em diferentes plataformas. O leitor pode folhear o impresso — aos finais de semana — ou acessar a versão digital no celular diariamente, mantendo a experiência organizada e planejada.

    A FORMA MUDA; O CRITÉRIO PERMANECE

    Imagem ilustrativa da imagem Um dia na redação: há 92 anos, o que é notícia está na Gazeta - no papel ou digital
    | Foto: AILTON CRUZ

    Um periódico em circulação há mais de nove décadas é um patrimônio construído por gerações de profissionais. Entre eles está o jornalista Claudemir Araújo, editor-geral da Gazeta, que há mais de 30 anos se dedica ao veículo.

    “Fazendo uma comparação com a forma como se produzia informação 15, 20 ou 30 anos atrás, não podemos negar que houve uma evolução muito grande na distribuição de pautas e de notícias que podem ser usadas no dia a dia pela Gazeta de Alagoas”, avalia.

    Apesar das transformações tecnológicas, Claudemir reforça que a essência do trabalho segue a mesma: responsabilidade e compromisso com o leitor. O dia começa cedo na redação. Ainda pela manhã, a equipe se dedica à definição das pautas. A prioridade é buscar assuntos exclusivos, dados consistentes, fontes confiáveis e informações que acrescentem ao debate público — sejam notícias factuais, desdobramentos importantes ou reportagens analíticas.

    “Temos um departamento de pautas próprio pela manhã e, à tarde, a gente também vai atrás das próprias informações, de forma que, a partir de meio-dia, começamos a reunir essas informações disponíveis no mercado digital e acrescentamos as pautas que estão sendo cumpridas durante o dia. Por volta das 17h, já temos uma triagem daquilo que é mais importante para o leitor. Colocamos essas prioridades numa lista que é distribuída aos editores”, explica.

    Foto: @Ailton Cruz
    Foto: @Ailton Cruz | Foto: AILTON CRUZ

    Os repórteres aprofundam a apuração, fazem ligações, entrevistam especialistas e autoridades, cruzam dados e checam informações. Cada detalhe passa por conferência. Cada versão é ouvida. O compromisso é oferecer ao leitor um conteúdo claro, equilibrado e fiel aos fatos. A partir daí, o jornal começa a ganhar corpo.

    Quando os textos chegam à editoria, começam novos ajustes. O editor revisa, reorganiza trechos, propõe alterações em títulos e solicita complementações quando necessário. É também nesse momento que a capa começa a ganhar forma. Claudemir Araújo detalha que a definição da primeira página ocorre após avaliação cuidadosa.

    “Definimos o que é mais importante para a manchete e uma provável submanchete, escolhemos as fotos principais, trabalhamos na diagramação dessa página e na inclusão do conteúdo. Por volta das 22h, já temos basicamente definida a edição do dia seguinte”, afirma.

    Com o conteúdo aprovado, entra em cena a diagramação. Benedito Lima é responsável por transformar textos e imagens em páginas organizadas, harmônicas e atrativas, tanto na versão impressa quanto na digital.

    Imagem ilustrativa da imagem Um dia na redação: há 92 anos, o que é notícia está na Gazeta - no papel ou digital
    | Foto: AILTON CRUZ

    “Quando chego à redação, no início da tarde, já vou criando as páginas, distribuindo-as para cada editoria com seus respectivos anúncios. Meu trabalho começa antes mesmo da produção dos textos que serão entregues e avaliados pelos editores”, detalha Benedito.

    O processo é contínuo e colaborativo. Após a inserção dos textos editados nas páginas, editor e diagramador alinham ajustes. “O visual gráfico do jornal fica a meu critério, que depois passa para o editor, que vai avaliar ajustes que deverão ser feitos para deixar a edição ‘redonda’ e atrativa para os leitores”, explica.

    Fotos são escolhidas para dialogar com as reportagens, infográficos ajudam a traduzir números e dados complexos, e a hierarquia dos títulos orienta a leitura. Cada elemento visual cumpre uma função dentro da narrativa editorial.

    Antes do fechamento, a revisão realiza uma leitura minuciosa. Erros são corrigidos, dados são novamente conferidos e detalhes finais, ajustados. O clima na redação é de concentração: todas as etapas — apuração, redação, edição, revisão e diagramação — convergem para formar uma edição coesa.

    A tecnologia, segundo Benedito — conhecido como Biu na redação —, trouxe mais agilidade. “Hoje, a gente ganha muito mais tempo na hora de finalizar a página para ser enviada à gráfica e também para ser disponibilizada no formato digital. É um trabalho gratificante, que acredito que foi impactado pelas tecnologias, mas que nunca vai deixar de existir”, avalia.

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