Trabalho
Emprego: 24,6% dos desligamentos em AL este ano foram pedidos
Estado registra o menor percentual de saídas voluntárias do país; média nacional é de 37,2% e Ceará lidera lista no Nordeste
Levantamento elaborado pelo site Documento com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Governo Federal mostra que, de janeiro a agosto deste ano, 24,6% dos desligamentos de trabalhadores com carteira assinada em Alagoas foram pedidos de demissão.
Ao todo, 34.181 trabalhadores deixaram seus empregos por iniciativa própria no estado. O índice alagoano é o 27º e menor entre todas as unidades da Federação, situando-se significativamente abaixo da média nacional de 37,2%.
No mesmo período, Alagoas registrou 135.896 admissões, o que resultou em um saldo negativo de 3.216 vagas formais, ainda que as contratações tenham crescido 2,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2025. A função com maior volume de contratações no estado foi a de servente de obras, que acumulou 11.641 admissões.
Em todo o Brasil, 6,46 milhões de trabalhadores pediram demissão nos primeiros oito meses de 2026, o que equivale a uma média de 26.583 saídas voluntárias por dia.
Sogra atropela genro, persegue carro e provoca atropelamento
Jovem é condenada por encomendar a morte do ex-patrão
Golpe da maquineta: funcionário de loja de pescados é preso por desviar dinheiro em Maceió
Acidente em Igaci: motorista perde o controle de carro e derruba poste
Colisão entre carro e caminhão de água deixa trânsito lento na Avenida Fernandes Lima
As demissões a pedido responderam por 37,16% do total de 17,38 milhões de desligamentos registrados no país. A demissão sem justa causa permaneceu como o principal motivo de rescisão nacional, representando 42,61% dos casos (7,4 milhões).
No ranking das unidades federativas, Santa Catarina lidera proporcionalmente, com 48,12% de suas rescisões ocorrendo por decisão do empregado. Em termos absolutos, o estado de São Paulo concentra o maior volume, somando 2.099.324 pedidos de demissão – o correspondente a 32,5% de todas as solicitações do país.
O levantamento mostra também que os estados da região Nordeste ocupam as posições mais baixas no indicador de desligamentos a pedido no país, figurando todos na metade inferior da tabela nacional.
O Ceará apresenta a maior proporção regional, com 30,80% das saídas ocorrendo por iniciativa do trabalhador (17º lugar no país), enquanto Alagoas fecha a lista nacional e regional, com 24,65%.
Os dados mostram também que os trabalhadores das áreas de educação, saúde e teleatendimento são os que mais tomam a iniciativa de deixar seus empregos no país, enquanto cargos operacionais do comércio, dos serviços e da indústria concentram os maiores volumes absolutos de demissões voluntárias.
A análise sobre a rotatividade no mercado de trabalho formal sob a ótica dos pedidos de demissão se divide em duas frentes: a taxa proporcional, que mede o percentual de saídas voluntárias sobre o total de rescisões daquela ocupação, e o volume bruto de desligamentos a pedido do empregado.
Entre as ocupações com no mínimo 5.000 desligamentos no período, a liderança em termos proporcionais é do professor de língua inglesa. Nessa categoria, 61,11% de todas as rescisões contratuais partem dos próprios profissionais. O topo da lista é composto ainda por retalhador de carne, com índice de 58,87%, e magarefe, onde a proporção atinge 58,46%.
Quando o foco muda para a quantidade absoluta de trabalhadores que decidiram abandonar seus postos de trabalho, a dinâmica reflete o peso das grandes ocupações de base da economia.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a função de faxineiro liderou o volume de saídas por iniciativa própria, registrando 338.537 pedidos de demissão. Na sequência figuram o vendedor do comércio varejista, com 332.844 solicitações, e o alimentador de linha de produção, com 317.245 voluntários a deixar a vaga.
A disparidade entre setores também fica evidente no levantamento do Caged. A área de Saúde Humana e Serviços Sociais registra o maior percentual de saídas por iniciativa do empregado entre os grandes setores econômicos, alcançando 47,10% do total de demissões do segmento. O setor de Educação aparece logo depois, com taxa de 45,97%.
No extremo oposto está a Construção Civil, setor em que a taxa de pedidos de demissão despenca para 25,08%. De acordo com o levantamento, o indicador mais baixo na construção decorre das características contratuais da atividade, fortemente marcada por vínculos temporários e encerramentos por fim de obra.