loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 26/09/2026 | Ano | Nº 6320
Maceió, AL
22° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Fiea participa da Semana do Clima e destaca potencial do Nordeste para energia limpa

Evento nos EUA reuniu representantes de Brasil, México e Colômbia para discutir transição energética

Ouvir
Compartilhar
Fiea participou da Semana do Clima, em Nova York
Fiea participou da Semana do Clima, em Nova York

A Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) participou, na quarta-feira (23), da Semana do Clima, em Nova York, por meio do painel Regional Perspectives, promovido pela Coalizão de Energia Limpa da América Latina (LACEC). A instituição foi representada pelo vice-presidente José da Silva Nogueira Filho e pelo diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial, Julio Zorzal.

Presente no México e na Colômbia, a LACEC chegou ao Brasil tendo Alagoas como ponto de partida para a agenda nacional de transição energética com foco na indústria. A atuação no país foi iniciada em setembro, com a assinatura de um Protocolo de Intenções em Maceió para ampliar a participação da coalizão no Brasil.

O painel reuniu representantes do Brasil, México e Colômbia para discutir caminhos de ampliação do acesso à energia limpa.

Para o Brasil, a coalizão destacou o potencial do Nordeste de atrair indústrias interessadas em produzir com energia limpa. Entre as prioridades apresentadas estão o armazenamento de energia, novas formas de contratação de fontes renováveis e o uso de eletrificação e bioenergia sustentável em processos industriais e frotas.

Shorts Youtube
Play
Carro bate em poste e interdita Avenida Gustavo Paiva, em Maceió

Carro bate em poste e interdita Avenida Gustavo Paiva, em Maceió

Play
Pedido cancelado mobiliza entregadores em frente a condomínio na Ponta Verde

Pedido cancelado mobiliza entregadores em frente a condomínio na Ponta Verde

Play
Avó e neto são presos após mãe e bebê serem mantidas em cárcere

Avó e neto são presos após mãe e bebê serem mantidas em cárcere

Play
Recém-nascido é encontrado carbonizado no DF; polícia busca suspeitos

Recém-nascido é encontrado carbonizado no DF; polícia busca suspeitos

Play
Aos 80 anos, Lula brinca em Maceió: “Decidi que vou viver até os 120”

Aos 80 anos, Lula brinca em Maceió: “Decidi que vou viver até os 120”

Nogueira defendeu que as iniciativas de descarbonização já desenvolvidas por diferentes indústrias sejam conectadas. Segundo ele, a cooperação pode transformar projetos isolados em oportunidades de desenvolvimento, aproximando empresas, instituições de pesquisa, investidores e governos.

O vice-presidente da Fiea apontou o acesso ao financiamento, a infraestrutura de transmissão de energia e a formação de profissionais entre os desafios da região.

Ele observou que o Nordeste tem grande capacidade de geração, mas precisa fortalecer as redes de transmissão e avançar em soluções de armazenamento para aproveitar melhor esse potencial e atrair novas empresas.

Nogueira destacou a atuação conjunta das federações das indústrias nordestinas por meio do Nordeste Forte e lembrou que a rede de institutos de tecnologia do SENAI pode contribuir para o desenvolvimento de soluções em energias renováveis.

Também ressaltou o papel da Fiea na aproximação entre o setor produtivo e o poder público e a importância de trazer para a região parceiros com experiência e tecnologia.

Ao apresentar oportunidades concretas, citou a produção de etanol e o aproveitamento de resíduos da atividade sucroenergética para gerar biometano e outros combustíveis sustentáveis. Entre os exemplos de Alagoas, mencionou o projeto da Cooperativa Pindorama em parceria com a Veolia, voltado à produção de biometano e vapor verde.

Para Julio Zorzal, que também participou do painel, a forma como a LACEC apresentou os três países dá destaque ao papel do Brasil nessa agenda.

Enquanto o material aponta para o México o desafio de ampliar o acesso ao mercado e ao financiamento e, para a Colômbia, o de superar obstáculos na rede elétrica, a prioridade atribuída ao Brasil é inovar, aproveitando a oferta de energia limpa para fortalecer a competitividade industrial.

Na avaliação do diretor, a presença da Fiea no painel é uma oportunidade de mostrar como o Nordeste pode transformar seu potencial energético em projetos, investimentos e desenvolvimento de negócios sustentáveis.

Relacionadas