CONSUMO
Vendas no comércio de Alagoas crescem 1,7% em junho, aponta IBGE
O crescimento do setor acontece depois da estabilidade registrada em abril e do crescimento de 0,9% em maio
As vendas no comércio varejista de Alagoas avançaram 1,7% em junho, ante o mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa divulgada nessa quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento acontece depois da estabilidade registrada em abril e do crescimento de 0,9% em maio.
Na comparação com o mês anterior, junho registrou uma leve queda de 0,6%. Já no acumulado do ano, o desempenho do comércio alagoano teve alta de 1,3%. Em 12 meses, o setor registra avanço de 1,9%.
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado; veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo, o desempenho alagoano avançou 3,5% em junho (na comparação entre os mesmos meses). Ante maio, houve retração de 1,3%. Já no acumulado do ano, a alta é de 1,1%.
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Com o desempenho de junho, a receita nominal - o valor bruto das vendas sem descontar a inflação - do comércio de Alagoas registrou crescimento de 6,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na na comparação com maio, o desempenho recuou 0,4%. Já no acumulado do ano, a alta foi de 5%. Em doze meses, o aumento atingiu 5,4%.
Em nível nacional, as vendas no comércio brasileiros cresceram 0,5% na passagem de maio para junho e fecharam o primeiro semestre com expansão de 1,9%, quando comparadas ao mesmo período do ano passado.
Na comparação com junho de 2025, a alta é de 2,9%. No acumulado de 12 meses, o comércio tem variação positiva de 1,6%. No segundo trimestre, houve recuo de 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026.
O desempenho recente deixa o setor 0,8% abaixo do maior nível já registrado, atingido em março de 2026.
O analista da pesquisa, Cristiano Santos, frisa que é “o segundo patamar mais alto da série, iniciada em janeiro de 2000”. Santos acrescenta que há um efeito estatístico. "Quando se está no ponto mais alto da série, é mais difícil continuar crescendo".
Na comparação com meses imediatamente seguidos, apenas um mês de 2026 apresentou recuo de vendas: janeiro: 0,5%; fevereiro: 0,8%; março: 0,8%; abril: -1,5%; maio: 0,3%; e junho: 0,5%.
O analista do IBGE explica que um dos fatores que impulsionaram as vendas de junho foi a desaceleração da inflação (0,16% em junho contra 0,58% em maio). Outro elemento foi o aumento no número de pessoas trabalhando (alta de 1,1% entre os meses).
No comércio varejista ampliado, o indicador recuou 1% de maio para junho e marca avanço de 1,9% no acumulado do semestre. Ao longo de um ano, há variação positiva de 0,8%.
Em junho, o varejo ampliado figurava 2,1% abaixo do ponto mais alto já registrado, alcançado em fevereiro de 2026.