TRABALHO
Emprego formal sobe 5,2% em Alagoas e soma 744 mil vínculos
Em número absolutos, entre fevereiro de 2025 e fevereiro deste ano, o Estado registrou mais de 37 mil novos vínculos formais
O número de vínculos formais de trabalho em Alagoas registrou um crescimento de 5,2% em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada divulgados nessa quarta-feira (24), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Com o resultado, o estoque de empregos com carteira assinada somou 744 mil no segundo mês do ano. Em números absolutos, foram 37.044 novos postos de trabalho com carteira assinada entre um mês e outro.
Somente na passagem de janeiro – quando o estoque era de 729,3 mil vínculos formais – o número de empregos com carteira assinada apresentou crescimento de 2%.. Em números absolutos, foram gerados nesse 14,6 mil novos vínculos nesse período.
Em todo o País, foram registrados 62,2 milhões de vínculos formais ativos. Desse total, 47,97 milhões se referem a vínculos celetistas e 13,82 milhões, vínculos de agentes públicos, estatutários e pessoas contratadas com contrato por tempo determinado ou em cargo exclusivo em comissão.
Em relação a fevereiro de 2025, houve aumento de 2,17 milhões de vínculos, crescimento de 3,6%, sendo 1,041 milhão de novos vínculos celetistas (2,22%) e 1,091 milhão de vínculos públicos (8,58%).
No acumulado dos meses de janeiro e fevereiro, o acréscimo foi de 1,4 milhão de vínculos, aumento de 2,3% em relação a dezembro de 2025.
Por tipo de vínculo, os maiores crescimentos em fevereiro foram registrados entre os agentes públicos, que cresceram 7,81%, passando de 12.815.477 vínculos em dezembro de 2025 para 13.816.823 em fevereiro de 2026.
“Um dado que chama a atenção é o crescimento do emprego para mulheres e, principalmente, para jovens. A RAIS mostra que a grande maioria dos empregos gerados está sendo preenchida por jovens de 18 a 24 anos, contrariando a percepção de que a juventude não demonstra interesse por emprego formal”, ressaltou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
A partir deste mês, segundo informou a subsecretária de Estudos do Trabalho, Paula Montagner, “o MTE pretende divulgar os dados da RAIS a cada dois meses e, posteriormente, de forma mensal, gerando informações sobre municípios, setores de atividade e ocupações, contemplando também os dados acumulados do ano”.
Entre os celetistas (empregados e trabalhadores temporários, excetuando trabalhadores domésticos), verificou-se ampliação discreta de 0,81%, com o estoque passando de 47.590.217 em dezembro de 2025 para 47.974.321 em fevereiro de 2026.
Em termos absolutos, o maior crescimento foi verificado entre os celetistas com contrato por tempo indeterminado. Já em termos relativos, destacaram-se as contratações de trabalhadores rurais por pequeno prazo (Lei nº 11.718/2008) e de trabalhadores por contrato a termo firmado nos termos da Lei nº 9.601/1998), o que reflete as características sazonais da safra.
Considerando o crescimento regionalizado, os maiores aumentos nos estoques de empregados foram registrados nas regiões Norte (4,16%), Nordeste (3,27%) e Centro-Oeste (2,70%).
Nas regiões Sul (2,10%) e Sudeste (1,62%), o crescimento ficou abaixo da média nacional, que foi de 2,29%.
Em valores absolutos, houve aumento de 1.394.633 empregos no acumulado de 2026, com maiores ampliações registradas em Minas Gerais (271.248) e São Paulo (148.483).
REMUNERAÇÃO
Entre janeiro e dezembro de 2025, a massa salarial mensal passou de R$ 235,71 bilhões para R$ 240,69 bilhões, um aumento de 2,1%, aproximadamente R$ 4,98 bilhões.
O setor de Serviços respondeu pela maior parcela da massa salarial, alcançando cerca de R$ 155,0 bilhões em dezembro de 2025, com remuneração média de aproximadamente R$ 4.986.
A remuneração média mensal, por sua vez, recuou de R$ 4.415,09 em janeiro para R$ 4.369,02 em dezembro, redução de 1,0%.
Já em fevereiro, considerando a remuneração média de fevereiro a dezembro, subiu de R$ 4.208,58 para R$ 4.369,02, crescimento de 3,8%.