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INFLAÇÃO

Preço do tomate avança mais de 141% neste ano em Alagoas

Levantamento do Dieese mostra que em maio, o fruto foi comercializado na capital do Estado entre R$ 8,99 e 11,99

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Tomate puxou a inflação oficial do País em maio, aponta o IBGE
Tomate puxou a inflação oficial do País em maio, aponta o IBGE | Foto: — Divulgação

Preparar uma salada com tomate nunca esteve tão salgado na mesa do consumidor alagoano. Pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que de janeiro a maio deste ano, o fruto registrou um aumento de 141,3% - o maior percentual entre os onze itens que compõem a cesta básica no Estado.

Somente na passagem de abril para maio, o tomate registrou um aumento de 32,61%, ultrapassando itens como o feijão carioca, que aumentou 6,72%, leite integral (5,31%) e carne bovina (3,57%).

O tomate foi o principal responsável pelo aumento de 6,68% no valor da cesta básica em maio, na capital alagoana. Segundo o Dieese, para adquirir o kit básico de alimentos, o consumidor desembolsou R$ 696,55. Nos supermercados de Maceió, o quilo do fruto variou entre R$ 8,99 e 11,99, no mês passado.

O tomate também foi o responsável por puxar a alta da inflação em maio, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês passado, O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que mede a inflação oficial do País – fechou em 0,58%, após marcar 0,67% no mês anterior.

Dentro das residências, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65% em maio. Os principais vilões do mês foram a batata-inglesa, que disparou 44,69%, o tomate, com alta de 20,62%, a cebola, com 16,80%, e as carnes, que subiram 1,39%. Por outro lado, o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%) registraram quedas no período.

A explicação para o encarecimento dos alimentos essenciais está ligada a fatores de produção e transporte de mercadorias. “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.

Mesmo com uma desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril, a inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,39% para 4,72%. No acumulado do ano, o IPCA soma 3,20%.

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