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Preço da cesta básica sobe 6,68% na capital alagoana, diz Dieese

Em maio, o trabalhador de Maceió precisou desembolsar R$ 696,55 para adquirir o conjunto de alimentos básicos

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Valor da cesta básica subiu em todas as capitais brasileiras
Valor da cesta básica subiu em todas as capitais brasileiras | Foto: — Foto: Ailton Cruz

O preço da cesta básica vendida em Maceió registrou alta de 6,68% na passagem de abril para maio deste ano, segundo levantamento divulgado nessa quarta-feira (17), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Trata-se da quinta maior alta do País, atrás apenas do Recife, que encabeça o ranking com avanço de 8,05%, Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%).

Com a alta registrada em maio, o valor do kit básico de alimentos atingiu R$ 696,55 na capital alagoana. Apesar da alta, é o quinto valor mais baixo entre as unidades da federal. Nominalmente, São Luís (MA) registrou o menor preço, com R$ 651,15. Em seguida aparecem Aracaju (R$ 652,73), Rio Branco (R$ 689,11) e Porto Velho (689,88).

A alta da cesta básica em Maceió foi puxada pelo preço do tomate, que apresentou aumento de 32,61% em maio. Outros seis dos 12 produtos que compõem o kit de alimentação também sofreu aumento, com destaque para o feijão carioca, que subiu 6,72%, leite integral (5,31%) e carne bovina de primeira (3,57%).

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em nove dos 12 produtos, com destaque também para o tomate, com avanço de 67,20%, feijão carioca (37,40%), carne bovina de primeira (10,03%), banana (3,70%), manteiga (3,22%), leite integral (2,83%), farinha de mandioca (2,22%), óleo de soja (1,29%) e pão francês (0,81%).

Em contrapartida, apresentaram diminuição de preços no período o arroz agulhinha (-21,44%), açúcar cristal (-9,18%) e café em pó (-8,36%).

No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e maio de 2026, oito produtos registraram alta: tomate (141,34%), feijão carioca (32,88%), banana (14,19%), carne bovina de primeira (8,15%), leite integral (4,80%), farinha de mandioca (2,22%), manteiga (1,59%) e arroz agulhinha (0,63%).

Os seguintes alimentos apresentaram queda de preço: óleo de soja (-6,20%), café em pó (-5,63%), açúcar cristal (-1,88%) e pão francês (-1,83%).

Em maio de 2026, o trabalhador de Maceió remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 94 horas e 32 minutos para adquirir a cesta básica. Em abril de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 88 horas e 37 minutos.

Em maio de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 89 horas e 25 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em maio deste ano, 46,45% da renda para adquirir a cesta. Em abril de 2026, esse percentual correspondeu a 43,55% da renda líquida, e, em maio de 2025, a 43,94%.

BRASIL

E m todo o País, o custo da cesta básica subiu em todas as 27 capitais em maio, pressionado principalmente por altas em itens como batata, tomate, carne e feijão, de acordo com dados Dieese.

São Paulo continuou com a cesta mais cara do País: R$ 952,20, após alta mensal de 5,08%. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43).

A alta da cesta também elevou o esforço do trabalhador. Em maio, o tempo médio necessário para comprar os itens foi de 105 horas e 50 minutos trabalhados, acima de abril (100 horas e 52 minutos). Em média, o gasto comprometeu 52,01% do salário mínimo líquido.

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