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EUA admitem pressão contra taxa de serviços digitais

Segundo o secretário, os EUA defendem os interesses de suas companhias de tecnologia nas negociações comerciais com outros países

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Scott Bessent citou nominalmente o Brasil durante audiência
Scott Bessent citou nominalmente o Brasil durante audiência | Foto: — Divulgação

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nessa quinta-feira (4) que o governo americano tem pressionado o Brasil e outros parceiros comerciais contra a adoção de tributos sobre serviços digitais, conhecidos como Impostos sobre Serviços Digitais.

Durante audiência na Câmara dos Representantes, Bessent citou nominalmente o Brasil ao comentar a estratégia de Washington para enfrentar iniciativas que, na visão dos EUA, afetam de forma desproporcional empresas americanas de tecnologia.

"Estamos pressionando, seja na Europa, no Brasil, na Índia ou no Canadá, contra esses impostos sobre serviços digitais", declarou.

Segundo o secretário, os EUA defendem os interesses de suas companhias de tecnologia nas negociações comerciais com outros países. "Temos o maior ecossistema de tecnologia e inovação do mundo, e eles não podem tirar vantagem das nossas empresas", afirmou.

Os comentários foram feitos durante uma troca de perguntas com o deputado Brian Fitzpatrick, republicano da Pensilvânia, que pediu ao secretário que explicasse a justificativa para a emissão sucessiva de isenções que excluem o petróleo russo transportado por via marítima das sanções americanas, em meio à guerra na Ucrânia.

Fitzpatrick afirmou que muitos parlamentares em Washington vêm trabalhando para deixar “inequivocamente claro que a campanha ilegal de agressão da Rússia não será normalizada nem recompensada”. Ele mencionou um projeto de lei apresentado no ano passado por ele e outros congressistas para impor tarifas de 500% sobre importações russas para os Estados Unidos, bem como sobre qualquer país que ajude a Rússia a continuar a guerra por meio de apoio econômico.

“É preciso dar um passo atrás e pensar: vocês estão dispostos a impor uma tarifa de 500% sobre a China?”, respondeu Bessent. “Porque tudo o que ouvi — especialmente do outro lado, mas também de muitos do nosso lado — é que tarifas geram inflação. Eu não acredito nisso. Mas uma tarifa de 500% é, na prática, um embargo”, completou.

O secretário do Tesouro também defendeu seu apoio à Ucrânia, citando uma visita que fez a Kyiv em 2025. Além disso, criticou o governo do ex-presidente Joe Biden por não ter adotado uma postura mais dura em relação à Rússia.

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