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NEGÓCIOS

Número de indústrias avança 3,79% em AL em um ano, diz Juceal

Levantamento divulgado nessa segunda-feira, pela autarquia, mostra que o volume de negócios no setor soma 24,8 mil

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Indústria de alimentos lidera o volume de negócios ativos em AL
Indústria de alimentos lidera o volume de negócios ativos em AL | Foto: — Divulgação

O número de indústrias em Alagoas registrou crescimento de 3,79% em um ano, saltando de 23.938 para 24.846 negócios ativos entre maio de 2025 e maio de 2026, segundo levantamento divulgado nessa segunda-feira (25), pela Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal).

De acordo com o levantamento, o volume foi puxado pela indústria de transformação – que como o nome sugere, modifica matérias-primas em produtos acabados ou semiacabados, como as usinas de cana-de-açúcar, por exemplo.

Sozinho, o segmento conta com 24.620 negócios ativos, o correspondente a 99% de indústrias com registros ativos no Estado.

A indústria de fabricação de produtos alimentícios lidera o ranking no Estado, com 6.097 negócios. Em seguida aparecem confecção de vestuário e acessórios (2.969), fabricação de produtos de metal - exceto máquinas e equipamentos (2.728) e fabricação de produtos diversos (2.583).

“Em seus diferentes portes, as empresas industriais representam um setor estratégico para Alagoas. Entender esses números permite identificar potencialidades regionais e orientar políticas públicas voltadas à expansão desses negócios”, destacou o presidente da Juceal, Thiago Braga Calheiros.

Estudo recente do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) do Banco do Nordeste mostra que a indústria de alimentos possui grande importância na indústria de transformação, na participação no Produto Interno Bruto (PIB) e na geração de empregos.

Segundo o levantamento, o faturamento da indústria mundial de alimentos e bebidas cresceu 6,0% em 2025, com perspectiva de manutenção desse crescimento médio nos próximos anos. No Brasil, a indústria de alimentação (alimentos + bebidas) faturou R$ 1,388 trilhão em 2025, aumento nominal de 8,02% e crescimento real das vendas de 2,2%.

Para 2026 as perspectivas permanecem positivas, projetando-se um aumento nas vendas reais entre 2,0% e 2,5%, impulsionado pela continuidade do aumento da demanda doméstica e pela recuperação gradual do mercado internacional.

"Nesse contexto, vislumbra-se a necessidade de investimentos para a oferta de produtos alimentícios industrializados em estados que são mais isolados geograficamente em relação aos demais e possuem menor oferta desses produtos, bem como investimentos em modernização de plantas e melhoria da eficiência", defende o estudo.

"Ademais, investimentos para a fabricação de produtos que atenderão a nichos específicos de mercado, e que estejam alinhados às tendências do mercado consumidor de produtos alimentícios, também são pertinentes", acrescenta.

Em artigo publicado na edição desse fim de semana, na Gazeta, o presidente a Federação da Indústria do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra, mostra quea indústria responde por 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas e mantém mais de 116 mil trabalhadores formais.

“É um setor que segue crescendo mesmo diante de desafios históricos ligados à infraestrutura, logística e qualificação profissional”, destaca. “Além da força histórica da agroindústria, Alagoas avança em segmentos como química, plástico, laticínios, mineração e transformação mineral, áreas estratégicas para geração de empregos, atração de investimentos e aumento da competitividade”, acrescenta.

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