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INVESTIGAÇÃO

Pai de Daniel Vorcaro é preso em operação da Polícia Federal

Defesa diz que prisão foi desnecessária e afirma que comprovará licitude de fatos

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Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro é preso pela PF
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro é preso pela PF | Foto: — Divulgação

Henrique Vorcaro, pai do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi nessa quinta-feira (14) pela Polícia Federal, em Minas Gerais, em uma nova fase da operação Compliance Zero. Ele foi preso porque, mesmo após três fases da Compliance Zero, coordenava o grupo "A Turma", que ameaçava adversários do Daniel Vorcaro.

As investigações apontaram que Henrique continuava demandando serviços e fazendo pagamentos a pessoas que prestavam serviços para o grupo.
Alvo de buscas, uma delegada da PF foi afastada do cargo. Um agente da corporação também foi preso. Ambos são suspeitos de integrar o grupo "A Turma". Os nomes não foram divulgados.

A defesa de Henrique Vorcaro afirmou que "o ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária", sobre a prisão. "Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer", declararam os advogados, em nota.

A operação da PF foi determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça. Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Também foram expedidas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens, segundo a PF.

A sexta fase da operação Compliance Zero tem o objetivo de "aprofundar as investigações" do caso Master. Conforme a PF, organização criminosa é "suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos".

Estão sendo investigados os crimes de: ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

Henrique Vorcaro era presidente da Multipar, empresa que movimentou mais de R$ 1 bilhão, de 2020 a 2025, entre contas ligadas ao filho, de acordo com o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

A decisão do ministro André Mendonça afirma que a PF entende que ele atuava "em conjunto com o filho, em posição de colaboração direta, como solicitador e beneficiário dos serviços ilícitos prestados pelo grupo, além de exercer função própria e autônoma na engrenagem financeira voltada à sua sustentação".

Conversas encontradas em celular de um escrivão aposentado da PF, Marilson Roseno, preso em março, indicavam que Henrique solicitava serviços ilegais de monitoramento e tentativa de acesso a informações sigilosas "mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero, inclusive com menções a repasses vultosos, necessidade de pagamentos para viabilizar o atendimento das demandas, uso de número estrangeiro e troca frequente de terminais".

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