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Suspeita de incêndio em SP cancela voos em aeroporto de Alagoas

Segundo a Aena, que administra o Zumbi dos Palmares, três chegadas e três partidas foram adiadas no terminal alagoano

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Movimentação de passageiros no aeroporto de Congonhas
Movimentação de passageiros no aeroporto de Congonhas | Foto: EDUARDO KNAPP/FOLHAPRESS

Uma suspeita de incêndio no prédio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Força Aérea Brasileira (FAB), em São Paulo, provocou a suspensão de todos os pousos e decolagens no estado nessa quinta-feira (9), por mais de uma hora.

Como consequência, seis voos que partiriam ou chegariam ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Alagoas, foram cancelados. Três deles sairiam do terminal alagoano com destino a Guarulhos (SP); e outros três fariam o trajeto inverso. A informação foi confirmada pela reportagem junto à Aena, que administra o terminal alagoano.

Em princípio, suspeitou-se de que o problema tivesse sido provocado por uma pane no sistema de controle aéreo de São Paulo. Entretanto, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, descartou a hipótese.

“Não houve nenhuma pane, isso não é verdade. O que ocorreu é que apareceu uma fumaça em uma área do prédio do Decea e, por precaução e orientação até que o Corpo de Bombeiros chegasse, os funcionários foram orientados pelo Decea a deixar o prédio”, afirmou ele à Folha de S. Paulo.

Segundo Faierstein, nenhum funcionário se feriu, nem há registro de que o fogo tenha danificado equipamentos. "Foi apenas uma ação de precaução e de segurança, que acabou levando a essa paralisação momentânea", disse.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, declarou que teria havido um princípio de vazamento de gás na torre militar. A Anac ainda não informou o que teria gerado a fumaça.

As estimativas iniciais da Anac são de que cerca de 8.000 passageiros tenham sido afetados pela interrupção ocorrida oficialmente das 9h30 às 10h06 (horário de Brasília). Apesar do tempo curto de paralisação, os atrasos se estenderam por horas, e os próprios aeroportos – de Guarulhos e Congonhas – apontam um período de mais de uma hora de paralisação.

No aeroporto de Viracopos, em Campinas, a interrupção ocorreu das 9h às 10h08. Até as 11h30, foram registrados atrasos em dez chegadas e 19 partidas. Também foram cancelados três voos de chegada e sete de partida, segundo a companhia.

Nas redes sociais, dezenas de passageiros, que estavam prestes a decolar relatam esperar há mais de uma hora dentro das aeronaves sem informação se irão conseguir viajar. Alguns deles reclamam da falta de informação e por estarem presos dentro dos aviões sem ar-condicionado.

Em Alagoas, segundo informações da Aena, todos os voos foram regularizados ontem mesmo, com os cancelamentos sendo remarcados.

TORRES DE CONTROLE

O prédio do Decea fica instalado numa área próxima de Congonhas, mas, segundo o presidente da Anac, Tiago Faierstein, fora do aeroporto. Essa base funciona como uma estrutura à parte das torres de controle instaladas em Congonhas e em Guarulhos.

Por meio de nota, o Decea declarou apenas que "houve uma interrupção temporária das operações aéreas devido a um problema técnico operacional, na região de São Paulo".

"Destaca-se, ainda, que as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo. A FAB informa, por fim, que as atividades já foram restabelecidas e o problema técnico será apurado pelo Decea", afirmou o órgão.

*Com informações da Folha de S. Paulo.

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