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Preço da cesta básica registra aumento de 6,76% em Maceió, aponta Dieese

Em março, o consumidor maceioense gastou R$ 644,77 para adquirir o conjunto de alimentos básicos

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O tomate puxou a alta da cesta básica na capital, em março
O tomate puxou a alta da cesta básica na capital, em março | Foto: — Divulgação

O preço da cesta básica vendida nos supermercados de Maceió apresentou aumento de 6,76% na passagem de fevereiro para março, segundo levantamento divulgado nessa quarta-feira (8), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com os dados, trata-se da quarta maior alta do país, atrás apenas de Manaus, que encabeça o ranking com alta de 7,42%, Salvador (71,5%) e Recife (6,97%).

No acumulado do ano, o preço da cesta básica comercializada em Maceió registra aumento de 9,34%.

Em março, o maceioense desembolsou R$ 644,77 para adquirir o conjunto de alimentos básicos. O valor corresponde a 43% do salário mínimo líquido. Para juntar esse dinheiro, o consumidor teve que trabalhar 87 horas e 31 minutos, segundo o Dieese.

A alta registrada em março na capital alagoana foi puxada pelo preço do tomate, que avançou 46,92%, a maior do país. Outros cinco dos 12 produtos que compõem a cesta básica também tiveram aumento, com destaque para o feijão carioca, que subiu (10,01%), arroz agulhinha (5,39%) e banana (5,11%).

Outros seis produtos apresentaram queda de preço, com o óleo de soja encabeçando a lista de maior queda, com 2,53%. O valor do pão francês recuou 1,88%, seguindo da manteiga (-1,69%), açúcar cristal (-1,66%), leite integral (-1,01%) e café em pó (-0,99%).

No acumulado do ano – o correspondente ao primeiro trimeste de 2026 –, sete produtos registraram alta: tomate (76,44%), feijão carioca (16,59%), banana (9,69%), carne bovina de primeira (4,68%), arroz agulhinha (2,52%), farinha de mandioca (1,37%) e manteiga (0,24%).

Os seguintes itens apresentaram queda de preço: óleo de soja (-7,83%), leite integral (-6,24%), açúcar cristal (-4,56%), café em pó (-1,81%) e pão francês (-1,24%).

Em todo o País, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.

No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis).

Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.

Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

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