loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 21/02/2026 | Ano | Nº 6166
Maceió, AL
33° Tempo
Home > Economia

PESQUISA

Desemprego fecha 2025 com menor média anual da história

Brasil registrou taxa de 5,8% no ano passado, segundo levantamento do IBGE

Ouvir
Compartilhar
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Whatsapp
Vinte unidades da federação reduziram taxa de desemprego
Vinte unidades da federação reduziram taxa de desemprego | Foto: — Divulgação

A taxa de desemprego fechou 2025 com a menor média anual da série histórica em 19 estados e no Distrito Federal, disse nessa sexta-feira (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O cenário segue o registrado no país, que também fechou o ano passado com o indicador na mínima, calculada em 5,6%. Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que começou em 2012.

A relação das 20 unidades da Federação com as mínimas em 2025 contempla os seguintes locais: Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%), Paraná (3,6%), Rio Grande do Sul (4%), Goiás (4,6%), Minas Gerais (4,6%), Tocantins (4,7%), São Paulo (5%), Paraíba (6%), Ceará (6,5%), Maranhão (6,8%), Pará (6,8%), Distrito Federal (7,5%), Sergipe (7,9%), Amapá (7,9%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amazonas (8,4%) e Bahia (8,7%).

O resultado do país (5,6%) já havia sido publicado pelo IBGE em janeiro. A apresentação dessa sexta traz outros detalhamentos, incluindo os números dos estados. Apesar de mostrar trajetória de recuperação, o mercado de trabalho ainda não eliminou desigualdades.

Enquanto Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%) tiveram taxas de desemprego de 3% ou menos, Piauí (9,3%), Pernambuco (8,7%) e Bahia (8,7%) mostraram desocupação próxima a 9%. São os extremos do Brasil.

"A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade", afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE.

A subutilização é o conceito usado nas estatísticas oficiais para se referir a uma espécie de desperdício de mão de obra. A população subutilizada é composta por três grupos: desempregados, subocupados e força de trabalho potencial.

Os desempregados não têm trabalho, procuram oportunidades e estão disponíveis para atuar.

Os subocupados até fazem parte da população ocupada, ou seja, que está trabalhando formal ou informalmente. A jornada deles, porém, é inferior a 40 horas semanais, e a intenção dessa parcela é ampliar a carga.

Por fim, a força de trabalho potencial envolve quem deixou de procurar emprego ou buscou vagas, mas não estava disponível para preenchê-las.

No Brasil, o percentual de trabalhadores subutilizados foi de 14,5% em 2025, a mínima da pesquisa. O indicador também atingiu os menores níveis nas séries de cada grande região, embora sinalize disparidades.

A subutilização ficou em 24,6% no Nordeste e 17% no Norte, bem acima dos 7,9% no Sul e dos 9,9% no Centro-Oeste. O Sudeste registrou percentual de 11,6%.

Relacionadas