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Desemprego fecha 2025 com menor média anual da história
Brasil registrou taxa de 5,8% no ano passado, segundo levantamento do IBGE


A taxa de desemprego fechou 2025 com a menor média anual da série histórica em 19 estados e no Distrito Federal, disse nessa sexta-feira (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O cenário segue o registrado no país, que também fechou o ano passado com o indicador na mínima, calculada em 5,6%. Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que começou em 2012.
A relação das 20 unidades da Federação com as mínimas em 2025 contempla os seguintes locais: Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%), Paraná (3,6%), Rio Grande do Sul (4%), Goiás (4,6%), Minas Gerais (4,6%), Tocantins (4,7%), São Paulo (5%), Paraíba (6%), Ceará (6,5%), Maranhão (6,8%), Pará (6,8%), Distrito Federal (7,5%), Sergipe (7,9%), Amapá (7,9%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amazonas (8,4%) e Bahia (8,7%).
O resultado do país (5,6%) já havia sido publicado pelo IBGE em janeiro. A apresentação dessa sexta traz outros detalhamentos, incluindo os números dos estados. Apesar de mostrar trajetória de recuperação, o mercado de trabalho ainda não eliminou desigualdades.
Enquanto Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%) tiveram taxas de desemprego de 3% ou menos, Piauí (9,3%), Pernambuco (8,7%) e Bahia (8,7%) mostraram desocupação próxima a 9%. São os extremos do Brasil.
"A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade", afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE.
A subutilização é o conceito usado nas estatísticas oficiais para se referir a uma espécie de desperdício de mão de obra. A população subutilizada é composta por três grupos: desempregados, subocupados e força de trabalho potencial.
Os desempregados não têm trabalho, procuram oportunidades e estão disponíveis para atuar.
Os subocupados até fazem parte da população ocupada, ou seja, que está trabalhando formal ou informalmente. A jornada deles, porém, é inferior a 40 horas semanais, e a intenção dessa parcela é ampliar a carga.
Por fim, a força de trabalho potencial envolve quem deixou de procurar emprego ou buscou vagas, mas não estava disponível para preenchê-las.
No Brasil, o percentual de trabalhadores subutilizados foi de 14,5% em 2025, a mínima da pesquisa. O indicador também atingiu os menores níveis nas séries de cada grande região, embora sinalize disparidades.
A subutilização ficou em 24,6% no Nordeste e 17% no Norte, bem acima dos 7,9% no Sul e dos 9,9% no Centro-Oeste. O Sudeste registrou percentual de 11,6%.
