COMÉRCIO EXTERIOR
Em meio à crise, açúcar volta a dominar exportações em 2026
Em janeiro, as vendas do produto alagoano para o exterior somaram R$ 245 milhões, segundo levantamento do Mdic


Em meio à crise que afeta os fornecedores de cana-de-açúcar de Alagoas – que acumulam uma redução média de 15% na produção agrícola e perdas financeiras de mais de 28%, segundo dados do blog do Edivaldo Júnior –, o açúcar voltou a dominar as exportações alagoanos este ano.
Levantamento divulgado na quinta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revela que as exportações do produto somaram US$ 45,9 milhões em janeiro – cerca de R$ 245 milhões no câmbio atual.
O volume corresponde a 95,4% de todas as vendas feitas pelas empresas alagoanas para o exterior no primeiro mês do ano.
Com isso, o açúcar volta a assumir o protagonismo das exportações de Alagoas. Em 2025, o produto dividiu o cenário com o minério de cobre, responsável por 48,1% das vendas para o exterior.
Apesar dos holofotes, as exportações de açúcar em janeiro recuaram 44,9% em relação a janeiro do ano passado. Em números absolutos, essa queda representa uma perda de US$ 37,5 milhões.
Em geral, as exportações alagoanas recuaram 53,8% em janeiro, na comparação com janeiro do ano passado. Segundo os dados do governo federal, a venda de produtos para o exterior somaram US$ 48,1 milhões (cerca de R$ 256,7 milhões).
Já as importações registram alta de 8,9% ante janeiro de 2025, somando US$ 92,2 milhões (R$ 492 milhões).
Com o resultado do primeiro mês, a balança comercial – medida pela diferença entre as exportações e importações – acumula um déficit de US$ 44,1 milhões (R$ 235,3 milhões).
PAÍSES
Em janeiro, segundo os dados do Mdic, o Iêmen assumiu a liderança como principal comprador dos produtos alagoanos, com uma participação de 22,4%, o que corresponde a uma movimentação de US$ 10,8 milhões. em seguida aparecem Portugal (com participação de 21,8%), Marrocos (20,4%), Geórgia (16%) e Senegal (12,1%).
ESTADOS UNIDOS
Os dados do ministério também mostram que as vendas alagoanas para os Estados Unidos recuaram 95,2% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2025, e somaram US$ 1,5 milhão. Em números absolutos, a retração foi de US$ 29,2 milhões. Com isso, a participação americana atingiu 3,1%.
Em 2025, a participação do açúcar nas exportações representou 50,6% das vendas alagoanas para o exterior. No geral, o produto movimentou US$ 56,8 milhões, uma retração de 49,7% ante o volume movimentado no ano anterior. Em números absolutos, Alagoas deixou de vender US$ 56,1 milhões na passagem de um ano para o outro.
Em alta, o minério de cobre movimentou US$ 54,1 milhões no ano passado, um avanço de 184,5% em relação a 2024. O volume corresponde a uma participação de 48,1% nas exportações.
Apesar dos novos mercados, a balança comercial de Alagoas encerrou 2025 com uma déficit de US$ 297,8 milhões (o equivalente a R$ 1,5 bilhão). Enquanto as exportações recuaram 8,9%, as importações registraram aumento de 29%, movimentando US$ 1,1 bilhão (R$ 5,9 bilhões).
