ARTIGO
Santa Teresinha, a orante
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Toda a vida de Santa Teresinha foi uma oração contínua. Certo dia, perguntaram-lhe quanto tempo passava sem pensar em Deus. A sua resposta foi incontinente: “Não creio ter passado três minutos sem pensar no bom Deus” (PA.164). Se orar é contactar com Deus, é entrar em contato com Deus, por essa frase podemos dizer que Santa Teresinha viveu em constante oração. Vejamos isso na prática.
Desde pequenina, Santa Teresinha aprendeu a rezar, como atesta a correspondência de sua mãe, e por nada deste mundo ela deixava as suas orações, e ainda mais, segundo sua mamãe, ela rezava como um anjo. Quando saía, às tardinhas, com o seu querido pai para pescar, ela preferia ficar sentada na relva verde e entregar-se à meditação sobre as vaidades da vida e o encanto do céu.
Em casa, além das orações comuns em família, como a santa missa, o mês de maio, as orações da manhã e da noite, as visitas ao Santíssimo, a menina Teresinha gostava de fazer profundas orações, escondendo-se com o cortinado num vão por trás de sua cama e aí entregando-se a pensar no bom Deus, na vida, na eternidade. Pensar esse que, depois, descobriu ser uma verdadeira e profunda meditação.
Aliás, foi ainda quando era pequena que aprendeu, que todo lugar é um bom lugar para rezar, por isso, ela nos diz que na sua cama fez suas orações mais recolhidas. Na verdade, o que importa é a vontade de entrar em comunhão dialogal com Deus, mesmo que ainda não se saiba bem como fazê-lo: “Nessa época, ninguém ainda me ensinara o modo de fazer oração, apesar da grande vontade que tinha de aprendê-lo”.
