STF
Ministros do STF avaliam romper tradição para barrar Moraes na presidência
Governo podre, desacreditado, deve ter muitos motivos para não ir”
Jânio Quadros, que renunciou à presidência da República após sete meses no cargo, fazia campanha para o governo paulista, em 1982, quando ouviu gritar um mendigo, com um toco de cigarro pendurado nos lábios: “Fujão! Fujão! Fujão!”. Jânio tentou ignorá-lo, mas, ao descer do palanque, lá estava o provocador: “Fujaããão!”. Jânio olhou-o fixamente e partiu em sua direção, resoluto. Temia-se uma agressão física do ex-presidente. Ele parou diante do mendigo, que se calara de repente, paralisado, com medo. Jânio, num golpe rápido, em vez de um soco, retirou o toco de cigarro dos lábios provocadores, colocou-o na própria boca e foi embora.
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Eleição de Moraes pode ser reavaliada em fevereiro
São várias as queixas contra a presidência de Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo pela falta de pulso para enfrentar a crise que a Corte atravessa. Ministros já discutem atropelar o rodízio que elege o ministro mais antigo e que ainda não tenha sido presidente como comandante do Supremo. Como isso é apenas uma tradição, sem previsão no Regimento Interno, gabinetes no STF já falam em votação para impedir a escolha de Alexandre de Moraes como presidente.
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Tempo ao tempo
Nenhum movimento brusco será feito, ao menos até a eleição para o comando do Senado, que tem o poder de abrir impeachment de ministros.
Queima o filme
A divisão na Corte, no caso Master, se repete na questão da sucessão de Fachin. Parte dos ministros não quer Moraes, citado no caso, eleito.
Disputa no Olimpo
A tensão tinha diminuído após o barraco no plenário, ainda em setembro. Mas voltou após decisões ativistas, como no caso da Padroeira do Brasil.
Possibilidade
Caso os ministros optem por seguir a lista, pulando Moraes, o próximo seria Nunes Marques, também citado no inquérito do Master.
A quatro dias da eleição de 2022, ninguém acertou
Os institutos de pesquisa têm muito a provar em 2026. Há quatro anos, nenhum acertou a disputa entre o então presidente Jair Bolsonaro e Lula. A quatro dias do primeiro turno de 2022, Quaest e Ipec (ex-Ibope) apostavam em vitória de Lula no primeiro turno, com votos válidos acima dos 50%. No primeiro turno, o Datafolha acertou os 48% de Lula, mas chutou Bolsonaro com 34%. Na realidade, Lula fez 48,43% e Bolsonaro, 43,2%.
Vala comum
Já no segundo turno, o Datafolha se juntou aos demais institutos e apostou em Lula com 16 pontos de vantagem. Ele acabou 1,8 ponto à frente.
Além da margem
A Quaest previa Bolsonaro com 33%, e o Ipec achava que seria de 31% a votação do ex-presidente no primeiro turno. Erraram por mais de dez pontos.
Longe da realidade
No segundo turno, foi ainda pior: o Ipec projetava 54% a 35% e a Quaest, 52% a 38%; o placar real foi 50,9% a 49,1%.
Não aguentou
Em Grajaú, Fernando Haddad (PT) não terminou a carreata no caminhão alugado para levar o candidato ao governo de São Paulo. A caranga estava soltando uma nuvem de fumaça incômoda, e Haddad desceu.
Vai, mas volta
Terminam nesta quinta-feira as exibições das incômodas propagandas eleitorais em rádio e TV. O aporrinhamento, e eventuais enganações, volta, em caso de segundo turno, entre 9 e 23 de outubro.
Batendo ponto
Foram quatro os ministros do STF na posse de Rodrigo Pacheco como ministro do TCU, ontem (30): Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Nunes Marques e Cristiano Zanin. O PGR Paulo Gonet também esteve lá.
Assim não dá
Bia Kicis (PL-DF) se incomodou com a interferência do STF no TSE e apresentou projeto para que o ministro que invadir a competência de outro Poder ou tribunal responda por crime de responsabilidade.
Sobrenome importa
Eduardo Bolsonaro comparou a negativa do Itamaraty em dar apoio a Flávio Bolsonaro, senador em exercício, para coletiva de imprensa em embaixada nos EUA, com a ajuda a Lulinha na mudança para Madri.
Primeiro de todos
André Mendonça está tão convicto de sua posição no caso “Nossa Senhora”, pela derrubada das mentiras, que o ministro depositou o voto antes mesmo da abertura do Plenário Virtual do TSE, às 10h de ontem.
Teve alta
A ausência de Ronaldo Mansur (Psol) no debate entre candidatos ao governo da Bahia foi por causa de um acidente de carro envolvendo o concorrente. O político voltava do enterro de um primo e bateu o veículo.
Fim do prazo
Termina nesta quinta-feira (1º) o prazo de 72 horas que a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal para se manifestar sobre a ação que questiona a validade da proibição das bets.
Pensando bem...
...vazamento pode fazer ministro vazar.