Política externa
Ala moderada do PT sugere a Lula rever papel de Celso Amorim nas relações exteriores
[A CPMI do INSS] não pode ser liquidada pelos poderosos de plantão”
O deputado Maurício Fruet era conhecido por suas pegadinhas. Em uma viagem aérea que desviou rota por mau tempo, passageiros passaram por Rio, São Paulo e Londrina, onde pernoitaram. No dia seguinte, souberam que seguiriam para Florianópolis. Fruet comentou em voz alta: “O pior é que querem nos cobrar o pernoite em Londrina!…”. A reação foi imediata: passageiros se revoltaram e precisaram ser contidos.
Lula aconselhado a se livrar de assessor radical
Petistas mais moderados dizem ter recomendado a Lula (PT) reavaliar as orientações do assessor Celso Amorim, considerado ministro de fato das Relações Exteriores. Avaliam que suas recomendações têm posicionado o Brasil em disputas internacionais controversas — da guerra na Ucrânia às tensões envolvendo o Irã, passando pelo conflito entre Israel e o Hamas. Aos 83 anos, Amorim é visto por esse grupo como conselheiro inadequado para o momento atual.
Seu nome é atraso
Na avaliação desses interlocutores, as posições defendidas por Amorim contribuem para desgaste da imagem internacional de Lula.
Assessor não fala
Integrantes do governo consideraram inadequadas entrevistas concedidas por Amorim criticando o governo dos EUA por “matar o líder de um país”. Para eles, esse protagonismo não caberia ao assessor.
Queridos ditadores
Críticos dentro do próprio campo governista apontam que Amorim influenciou Lula a adotar postura de defesa de Nicolás Maduro e outros regimes autoritários, o que teria isolado o Brasil em fóruns internacionais.
Cavalo de pau
Palacianos defendem que Lula adote postura mais pragmática e focada em interesses nacionais, distanciando-se de alinhamentos ideológicos.
Caso Master é ‘impossível de segurar’, diz deputado
O deputado Sanderson (PL-RS) afirma que “muita gente vai cair” se as investigações sobre o Banco Master avançarem no Congresso. “A situação é tão grave que é impossível de segurar”, disse em entrevista ao podcast Diário do Poder. O parlamentar vê indícios de envolvimento de autoridades de diferentes espectros políticos e defende punição a todos os responsáveis.
Inércia
Sanderson criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ainda não ter instalado a CPI do Banco Master.
Geral
O deputado também afirmou que muitos parlamentares evitam assumir posição clara e preferem deixar a responsabilidade concentrada na presidência do Senado.
Nunca antes
Pré-candidato ao Senado, Sanderson avalia que o Brasil enfrenta “crise sem precedentes” com os casos do INSS, Banco Master e questionamentos envolvendo decisões no STF.
Supremo tirano
Há críticas à forma como parte da imprensa internacional se refere a Ali Khamenei como “líder supremo” do Irã, sem destacar o caráter autoritário do regime.
Terror terrorista
Após assumir nova cúpula, o Hezbollah lançou ataques em apoio ao Irã. Em seguida, integrantes do grupo foram mortos em ação de Israel.
INSS ordinário
Relato de imigrante aposentado aponta dificuldade de acesso ao INSS por falhas no sistema de reconhecimento facial, que utiliza base de dados vinculada à Justiça Eleitoral.
Apoio geral
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, elogiou a ação contra o regime iraniano e afirmou haver “apoio amplo” entre líderes europeus às posições do presidente dos EUA, Donald Trump.
Interesses difusos
O plenário do Senado tem duas sessões previstas para a semana, com pauta voltada a acordos internacionais e projetos que criam datas comemorativas. A CPI do Banco Master não está na agenda.
Senado submisso
A omissão do presidente do Senado diante de decisões do STF tem gerado debate entre parlamentares, que questionam a postura da Casa.
Mais rico, mais seguro
Em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o empresário brasileiro Rodrigo Paiva, com negócios nos Emirados Árabes Unidos, afirmou sentir-se mais seguro em Dubai do que no Brasil.
Prevenção ou remédio
Está na agenda da Câmara projeto de 2019 que cria novos regimes para socorrer instituições financeiras. Se aprovado, poderá permitir uso de recursos públicos para fornecer liquidez ao sistema.
Pensando bem…
…é longe do ideal, mas a PEC da Segurança ao menos não cria “guarda revolucionária”.