Escândalo financeiro
Reuniões e pagamentos ligam governo Lula ao caso Banco Master

Nunca foi tão fácil escolher um lado”

PODER SEM PUDOR: Genoino, o ligeiro
Amigo do ex-ministro José Dirceu, o deputado distrital Chico Vigilante (DF) contou ao então presidente do PT, Tarso Genro, que o ex-deputado Vladimir Palmeira costumava brincar com a guinada ideológica de José Genoino:
“Genoino foi tão rápido da extrema esquerda para a direita que não houve tempo de segurá-lo.”
Governo Lula até o pescoço no caso do Master
Lula (PT) e seu governo parecem enrolados até o pescoço no escândalo do Banco Master, cujo controlador, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Uma das revelações mais devastadoras até agora indica que o presidente da República e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reuniram-se com Vorcaro para tratar do Master. E que o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu R$5,25 milhões como consultor do banco.
Lobby bem-sucedido
A reunião de Lula com Vorcaro foi um pedido do ex-ministro petista Guido Mantega, contratado como “consultor” por R$1 milhão mensais.
Tentativa de blindagem
O vazamento da reunião, “controlado”, incluiu o detalhe de que Lula teria achado que o assunto deveria ser tratado pela “área técnica” do governo.
R$250 mil mensais
Lewandowski recebeu R$6,5 milhões em um contrato de consultoria, com pagamento mensal de R$250 mil.
Contrato mantido
Mesmo no cargo, Lewandowski não cancelou o contrato do escritório de advocacia que mantém com os filhos, segundo a denúncia.
Relação de Wagner e Vorcaro deve ser investigada
Voltou à tona o nome do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no escândalo do Master, revelando sua influência sobre Daniel Vorcaro. Wagner já havia sido citado como o responsável por pedir, em nome do governo, a contratação de Guido Mantega como “consultor”, por R$1 milhão mensais.
Por que tanto poder?
A atuação de Wagner junto ao Banco Master chama atenção da CPMI do INSS, que pretende investigar a fundo essa relação.
De pais para filho
O Master estreou sua carteira de consignados ao incorporar um órgão do governo baiano especializado em crédito a servidores.
PT na origem de tudo
A CPMI identificou indícios de participação do ex-governador da Bahia, Rui Costa, e de seu antecessor, Jaques Wagner, na facilitação ao Master.
Marcação cerrada
A Polícia Militar tem até o fim da semana para detalhar a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão: visitas de advogados, sessões de fisioterapia, entre outros. A ordem é de Alexandre de Moraes.
Sem paz
Difícil a vida do aposentado que depende do INSS. Além da corrupção envolvendo sindicatos pelegos, as agências vão fechar por três dias. A Previdência diz que é para “melhorias”. Aham…
Sumiram
“Curioso é que nenhum deputado do PT assinou a CPMI para investigar o caso”, observa o deputado Delegado Palumbo (MDB-SP), após as bravatas de Lula sobre a falcatrua no Banco Master.
Na agenda
Nova manifestação contra o Banco Master e os figurões com ligações suspeitas com Vorcaro está marcada para esta quarta (30), na sede do banco, em São Paulo.
Lá e cá
Carlos Portinho (PL-RJ) destaca a prisão de uma ex-ministra da Suprema Corte chilena e defende “cortar na raiz”. Para o senador, não há crise: “É possível e nada abala a democracia”.
Tá feia a coisa
“Todos já sabem que há um grupo criminoso no poder da mesma laia que Irã, China, Rússia e Venezuela”, disse o deputado príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) à coluna.
Camisa 10
Presidente do Novo, Eduardo Ribeiro relembra o histórico de Guido Mantega, ex-ministro da Economia de Dilma e agora consultor do Banco Master: “O cara é craque em transferir prejuízo pro povo”.
Como está
Bancos e economistas esperam a manutenção da taxa Selic em 15% na “Superquarta”. Se houver início da flexibilização, deve ocorrer apenas na reunião da segunda quinzena de março.
Pensando bem…
…tem resort para descanso e resort que dá canseira.

