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SANEAMENTO BÁSICO

Grande Maceió: 70% não têm coleta de esgoto, apesar de índice de tratamento de 81,8%

Trata Brasil revela que 945 mil moradores estão fora da rede e projeta R$ 16 bilhões em ganhos com a universalização

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Maceió trata todo o esgoto coletado, mas ainda tem 66,5% da população fora da cobertura
Maceió trata todo o esgoto coletado, mas ainda tem 66,5% da população fora da cobertura

A Região Metropolitana de Maceió apresenta um contraste no saneamento: 945.104 moradores, ou 70,1% da população, não têm acesso à coleta de esgoto, embora o volume tratado corresponda a 81,8% da água consumida. Os dados são do estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Região Metropolitana de Maceió”, o mais recente divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a Ex Ante Consultoria.

Os indicadores medem realidades diferentes. Conforme o levantamento, o déficit de 70,1% considera o número de pessoas sem acesso à rede, enquanto os 81,8% representam a relação entre o volume de esgoto tratado e o volume de água consumida. O resultado regional é impulsionado por Maceió, que trata todo o esgoto coletado, mas ainda tem 660.971 moradores, ou 66,5% da população, fora da cobertura.

Com base em dados do IBGE e do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), o estudo mostra que somente 402.599 dos 1,347 milhão de habitantes dos 13 municípios metropolitanos tinham coleta de esgoto em 2024. Atalaia, Coqueiro Seco, Messias, Paripueira, Santa Luzia do Norte e Satuba aparecem com déficit de 100%. No abastecimento de água tratada, 238.374 moradores da região, ou 17,7%, permaneciam sem atendimento.

O estudo aponta, com base no Censo, que 256 mil pessoas passaram a receber água tratada e 361 mil obtiveram acesso à coleta de esgoto entre 2000 e 2022. Segundo os cálculos da Ex Ante, a expansão dos serviços gerou R$ 11,562 bilhões em benefícios entre 2005 e 2025, diante de R$ 6,844 bilhões em custos, deixando saldo positivo de R$ 4,718 bilhões. O ganho médio anual cresceu 34,1% entre os períodos de 2005 a 2020 e de 2021 a 2025.

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Para o período entre 2025 e 2040, a Ex Ante projeta R$ 25,728 bilhões em benefícios e R$ 9,725 bilhões em custos, com ganho líquido de R$ 16,003 bilhões. A estimativa inclui R$ 8,056 bilhões em aumento da renda do trabalho, R$ 1,336 bilhão para o turismo, R$ 1,1 bilhão em valorização imobiliária e R$ 83,150 milhões em economia relacionada à saúde.

De acordo com o Trata Brasil, cada R$ 1 investido na universalização poderá gerar R$ 7 em ganhos sociais para a Região Metropolitana, acima dos R$ 4,10 estimados para a média nacional. Maceió deverá concentrar 73,1% dos benefícios líquidos, o equivalente a R$ 11,7 bilhões. Os valores são projeções calculadas a preços de 2025 e dependem do avanço dos serviços até a universalização prevista pelo estudo para 2040.

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