NOVOS NOMEADOS
Alagoas chega a 247 delegados de polícia na ativa e encerra déficit
Nomeação de 83 concursados foi publicada na última quinta-feira (9); eles irão para delegacias regionais e especializadas
A nomeação de 83 novos delegados da Polícia Civil na última quinta-feira (9) elevou para 247 o número total de delegados em atividade no Estado e encerrou a defasagem no quadro desses profissionais, de acordo com a Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol/AL).
O novo grupo, composto por 61 homens e 22 mulheres, será distribuído, segundo a instituição, entre unidades da capital e do interior, com base em critérios técnicos estabelecidos pela gestão administrativa.
A distribuição visa descentralizar o atendimento nas estruturas policiais localizadas fora da capital e restabelecer rotinas de trabalho afetadas pela escassez de pessoal. De acordo com a Adepol/AL, a defasagem histórica fazia com que um único delegado acumulasse a responsabilidade por até quatro municípios simultaneamente em determinados plantões e expedientes.
No Sertão alagoano, por exemplo, essa dinâmica resultou no fechamento de seis das 11 delegacias regionais que operavam originalmente, restando apenas cinco em funcionamento regular.
Agora, com o novo contingente aprovado em concurso público, os profissionais assumirão postos em delegacias regionais, delegacias especializadas e na Delegacia de Homicídios, passando a coordenar os procedimentos formais de investigação e os levantamentos de provas diretamente nos locais das ocorrências.
INDICADORES E FLUXO DE INVESTIGAÇÃO DE HOMICÍDIOS
A ampliação do efetivo ocorre em um cenário em que a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) registra uma taxa de elucidação de 25% dos crimes letais intencionais cometidos em Alagoas. Os dados constam na segunda edição do Diagnóstico das Unidades Especializadas em Investigação de Homicídios, publicado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
A especializada possui competência territorial sobre a capital e outras localidades do Estado, conduzindo tanto as etapas da investigação preliminar quanto as diligências de seguimento imediatamente após a ciência do fato.
O levantamento da Senasp aponta que o tempo médio para a resolução de um homicídio em Alagoas é de 12 meses, período em que a DHPP contabiliza um passivo de 282 inquéritos abertos em andamento.
A atuação da unidade se restringe a homicídios e tentativas de homicídio — com autoria conhecida ou não —, além de mortes registradas em unidades prisionais e mortes decorrentes de intervenção policial por agentes em serviço ou fora dele, não abrangendo crimes como homicídios ocorridos em acidentes de trânsito.
Do total de investigações de homicídio concluídas e remetidas pela Polícia Civil nos últimos 12 meses, 9,70% foram enviadas ao Ministério Público sem a definição formal de autoria.