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LITORAL NORTE

Donos de pousada e eletricista viram réus por mortes após descarga elétrica em Maragogi

Acusação aponta negligência em instalação fora das normas técnicas e omissão na fiscalização de área comum do loca

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A Justiça de Alagoas aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) contra os empresários Bruna Bernardes Azevedo e Eduardo Lins Bernardes Azevedo, proprietários da Almaré Pousada Exclusiva, e contra o eletricista Thiago de Andrade Coly.

Com a decisão, os três passam à condição de réus e respondem pelo crime de homicídio culposo pelas mortes de Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e de seu filho, Arthur Klein Helfstein Alves, de 11 anos. O caso ocorreu no dia 4 de janeiro de 2026, na área da piscina do estabelecimento localizado no Centro do município de Maragogi, Litoral Norte do Estado.

De acordo com a peça acusatória assinada pela promotora Francisca Paula de Jesus Lôbo Nobre Santana, o óbito de mãe e filho foi provocado por eletroplessão, após entrarem em contato com uma estrutura metálica lateral da piscina que se encontrava energizada sob uma tensão de 220 volts.

A investigação apontou que a fiação elétrica decorativa foi instalada de forma irregular, sem isolamento e em desacordo com as normas técnicas de segurança da ABNT. Arthur sofreu a descarga ao utilizar a piscina e submergiu; Luciana recebeu o choque ao tentar socorrer o filho.

O Ministério Público apontou condutas culposas concorrentes no episódio. Thiago de Andrade Coly, que possui formação técnica, responde com base na inobservância de regra técnica de profissão por ter executado a instalação com conexões improvisadas e plugue energizado dentro do guarda-corpo de alumínio. Já Bruna Bernardes Azevedo e Eduardo Lins Bernardes Azevedo respondem na condição de garantidores por omissão, por permitirem o funcionamento da estrutura sem fiscalização e sem formalização técnica, mantendo a área comum em operação.

O órgão pede ainda a fixação de indenização reparatória no valor de R$ 500 mil por vítima em favor dos familiares. O processo segue para a fase de instrução com a oitiva de testemunhas e produção de provas.

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