CIDADANIA
Emissão da Carteira de Identidade Nacional cresce 85% em Alagoas e passa de 50 mil documentos em maio
Em termos absolutos, a diferença entre os dois períodos foi de 23.206 novos documentos.
O Instituto de Identificação de Alagoas bateu recorde na emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) ao expedir 50.372 documentos durante maio último. O volume representa crescimento de 85,42% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 27.166 emissões. Em termos absolutos, a diferença entre os dois períodos foi de 23.206 novos documentos.
Segundo o órgão, que integra a estrutura da Polícia Científica do Estado, o aumento na capacidade operacional é reflexo de investimentos recentes em modernização tecnológica e na ampliação da rede de postos de atendimento. A transição para o novo modelo nacional gerou um aumento contínuo na demanda.
Diferente do modelo antigo, que permitia que um cidadão emitisse um número de RG diferente em cada estado do país, a CIN adota o CPF como número único de identificação em todo o território nacional. A medida visa integrar as bases de dados das secretarias de segurança pública, diminuindo a ocorrência de inconsistências cadastrais e coibindo fraudes documentais e falsidade ideológica. O documento também unifica o acesso a serviços públicos federais, estaduais e municipais, além de ser exigido para a inclusão em programas sociais, atendimento na rede pública de saúde, matrículas escolares e contratações formais de trabalho.
Além das unidades fixas de atendimento, o fluxo de expedição foi reforçado por meio de ações itinerantes promovidas em municípios do interior do estado, bem como com mutirões e modalidades de atendimento domiciliar voltadas a cidadãos com limitações severas de mobilidade.
O superintendente do Instituto de Identificação de Alagoas, Antônio Ferreira, apontou que o resultado do balanço mensal decorre da combinação entre o aporte em infraestrutura e a logística de trabalho das equipes internas, que cobrem desde a triagem dos agendamentos até a coleta biométrica e a entrega do documento. Para a Polícia Científica, a consolidação do novo sistema de identificação civil funciona como uma ferramenta de inclusão e de facilitação do acesso a direitos constitucionais básicos.