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VIOLÊNCIA NAS ESTRADAS

Maio Amarelo: AL tem uma morte no trânsito por dia em 2026

Frota de Maceió cresceu 50% em dez anos; motociclistas ainda são os mais vulneráveis nas rodovias e vias urbanas

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Excesso de velocidade, celular ao volante e ingestão de álcool ainda são as principais causas de acidentes no trânsito
Excesso de velocidade, celular ao volante e ingestão de álcool ainda são as principais causas de acidentes no trânsito | Foto: DIVULGAÇÃO

Mês em que se reflete sobre a conscientização para a redução de acidentes e mortes no trânsito, o Maio Amarelo propõe pensar sobre quantas vidas poderiam ser preservadas e os desafios para reduzir os acidentes de trânsito, que causaram 5,8 mil mortes no primeiro trimestre deste ano no país — média de 65 por dia. No mesmo período de 2026, Alagoas registrou 92 vítimas, mantendo a média de um morto por dia. Em relação ao Nordeste, que teve 1.834 óbitos, o estado concentrou 5% do total de casos, apresentando um dos menores números da região, coma mesma média diária registrada no Piauí e em Sergipe.

Em dez anos, de 2015 a 2025, foram 6.165 vítimas em Alagoas. Somente em janeiro deste ano foram registradas 35 mortes, 33 em fevereiro e 24 em março. Do total, 61 vítimas eram homens, 14 mulheres e 17 não tiveram o sexo informado. As cidades que registraram mais vítimas foram Maceió (14), Arapiraca (6) e São José da Tapera (5).

Em ordem decrescente, os estados nordestinos com mais mortes no primeiro trimestre foram Pernambuco (466), Ceará (397), Maranhão (246), Paraíba (213) e Bahia (191). Nacionalmente, março foi o mês mais violento até agora, com 2.056 vítimas, seguido de janeiro (2.001) e fevereiro (1.800). Alagoas, Rondônia e Santa Catarina concentraram o mesmo número de óbitos no período: 92 em cada unidade.

Nas rodovias federais (BRs) que cortam Alagoas, foram registradas 29 mortes até abril. “O trânsito nas rodovias federais de Alagoas apresenta uma incidência elevada de acidentes com motociclistas. Esse tipo de veículo se envolve na maioria dos acidentes com vítimas fatais no estado”, avalia o policial rodoviário federal Lisboa Júnior. Apesar disso, o número de vítimas nas BRs diminuiu em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 31 óbitos. Entre os motociclistas, a queda foi de 15 para 8 mortes. “A PRF em Alagoas recebeu o prêmio nacional por redução no índice de mortes — Senatran 2025”, informa Lisboa. São considerados pontos críticos a região de São Miguel dos Campos (BR-101) e Pilar (BR-316), onde há emprego de efetivo especializado. “A melhoria das rodovias é determinante. Temos a duplicação da BR-101, da BR-424 e tratativas para outras”, conclui.

CENÁRIO NA CAPITAL

Em Maceió, André de Alcântara Costa, diretor-presidente do DMTT, destaca que o trânsito é desafiador devido ao crescimento da cidade e ao aumento de quase 50% da frota em dez anos. Ele ressalta ainda os impactos do afundamento do solo em bairros como Pinheiro e Mutange, que sobrecarregaram outras regiões. “A cidade perdeu metade de sua capacidade de mover pessoas da parte alta para a baixa. É um cenário complexo que exige planejamento constante”, destaca.

Questionado sobre os gargalos na capital, André Costa aponta que a maioria dos sinistros está relacionada a falhas humanas, como imperícia, imprudência e negligência. “O excesso de velocidade, o uso de celular e a combinação de álcool e direção ainda são fatores decisivos”, lista.

“Outro ponto crítico é a vulnerabilidade dos motociclistas, que exige ações de educação e ordenamento”, explica. As equipes também trabalham em melhorias de engenharia e sinalização em pontos críticos.

Ao longo de 2025, o DMTT registrou 1.028 sinistros. Entre janeiro e abril de 2026, foram 290 ocorrências, redução de 100 casos em relação ao mesmo período do ano anterior.

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