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VIOLÊNCIA

Desaparecidos na Rota dos Milagres têm ligação com o crime organizado, diz SSP

Nenhum desaparecidos é turista ou possui ligação com o setor turístico; sumiços podem ser voluntários

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Vítimas são naturais da própria região ou de cidades vizinhas
Vítimas são naturais da própria região ou de cidades vizinhas | Foto: GazetaWeb.com

Levantamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) revelou que todos os 19 casos de desaparecimento registrados entre 2022 e 2026 na região da Rota Ecológica dos Milagres estão direta ou indiretamente ligados ao tráfico de drogas e ao crime organizado.

A dinâmica de desaparecimentos foi noticiada com exclusividade pela Gazeta de Alagoas na edição do dia 28 de junho de 2025.

De acordo com as investigações, os desaparecidos têm histórico de envolvimento com atividades criminosas. As principais hipóteses apontadas pelas autoridades incluem execuções motivadas por disputas territoriais, cobranças de dívidas, punições internas e até desaparecimentos voluntários como estratégia de fuga.

Um dado chama a atenção: nenhum dos desaparecidos é turista ou possui ligação com o setor turístico — fator considerado estratégico para a imagem da região.

A lista de vítimas inclui ainda nomes como Bruno Viana de Souza, Alef José Lima Santos, Marcondes Alves da Silva, Cláudio Gabriel Omena de Barros, Diego Lourenço Chomário, Eduardo dos Santos, Guilherme Santos de Almeida Lima, Laudelvânio Silva dos Santos, João Vítor Pinto e Pedro William dos Santos Silva. Parte deles já foi encontrada morta, enquanto outros seguem sem paradeiro.

Do total de desaparecidos, 18 são homens e apenas uma é mulher, sendo a maioria natural da própria região ou de cidades vizinhas. Há também registros de pessoas vindas de outros Estados, como Pernambuco e Sergipe.

A SSP-AL afirma que nenhum caso foi negligenciado e que o trabalho de inteligência e investigação continua para esclarecer os desaparecimentos e dar respostas às famílias.

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