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    INVESTIGAÇÃO

    PC indicia professor por injúria racial após comparar aluno a chimpanzé em Maceió

    Docente teria usado imagem de primata para constranger estudante negro durante aula, segundo a investigação

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    Imagens de câmeras e depoimentos embasaram indiciamento
    Imagens de câmeras e depoimentos embasaram indiciamento | Foto: REPRODUÇÃO

    A Polícia Civil de Alagoas indiciou por injúria racial o professor de matemática que teria comparado um estudante negro a um chimpanzé durante uma aula em uma escola de Maceió. A delegada Rebeca Cordeiro informou, nessa quarta-feira (18), que a investigação foi concluída com base em depoimentos de alunos e em imagens de câmeras de segurança.

    Segundo o órgão investigador, o episódio aconteceu quando o professor pegou um caderno com a imagem do primata e apontou para o aluno negro da turma. Outros estudantes presenciaram a ação e riram da situação. A Polícia Civil informou que as câmeras de segurança da instituição registraram o momento, mas os equipamentos não captam áudio.

    Um adolescente teria participado da provocação ao mostrar o caderno com a foto do animal. A conduta dele está sendo investigada pela delegacia especializada do adolescente infrator.

    Paulo Jorge, pai do estudante, afirmou que o filho chegou em casa abalado no dia do episódio. “Ele chegou com cara de choro, e a gente perguntou o que aconteceu, quando ele foi para o quarto chorando. Depois, ele disse que o professor de matemática tinha chamado ele de macaco, comparando-o com um macaco da capa de um caderno”, relatou.

    Paulo Jorge também descreveu como a família lidou com o impacto emocional provocado pela situação. “Desde o início, nós o acolhemos, tentando entender. Ele vê muitos casos de racismo até mesmo no futebol, e foi um impacto grande para ele e para a gente”, afirmou.

    A Lei nº 7.716/1989 prevê o crime de injúria racial. A pena estabelecida varia de dois a cinco anos de reclusão. Quando o crime é praticado com intuito recreativo ou em ambiente escolar, a pena pode ser agravada em até um terço.

    A delegada Rebeca Cordeiro ressaltou que justificativas como “foi sem querer” ou “uma brincadeira” não isentam a responsabilidade. Ela destacou que crimes desse tipo são imprescritíveis.

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