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IMPACTO NA ECONOMIA

Alagoas tem a menor variação populacional do país, aponta IBGE

População brasileira é estimada em 213,4 milhões de habitantes

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O cálculo aponta que a população alagoana saltou de 3.220.104 no ano passado para 3.220.848 em 2025
O cálculo aponta que a população alagoana saltou de 3.220.104 no ano passado para 3.220.848 em 2025 | Foto: Ailton Cruz

A população de Alagoas foi a que menos cresceu entre os estados do país entre 2024 e 2025, um percentual de 0,02%, cerca de 744 habitantes em números absolutos, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada ontem. O cálculo aponta que a população alagoana saltou de 3.220.104 no ano passado para 3.220.848 em 2025.

Embora menor do que a das demais unidades da federação, essa variação em Alagoas, a mesma registrada no Rio de Janeiro, impacta na economia alagoana, de acordo com economistas ouvidos pela Gazeta.

O economista e professor Renan Laurentino destaca que o crescimento da população acarreta a necessidade de gerar mais mão de obra para ser encaixada no mercado de trabalho, mais geração de serviços públicos de qualidade e a necessidade de proporcionar qualidade de vida.

“Essa questão de Alagoas ter o menor percentual de crescimento é um ponto a ser pensado, porque cada vez que a população cresce menos ou não cresce, naturalmente vamos ter um envelhecimento maior da população. Então têm essas questões previdenciárias que vão pesar e os gastos com saúde pública tendem a aumentar”, avalia o economista e professor, Renan Laurentino.

Já o economista Felippe Rocha, professor de Economia do Instituto Federal de Sergipe, analisa que o crescimento populacional tem um duplo efeito, pois gera um desafio, já que aumenta a demanda por recursos naturais e pressiona a médio e longo prazo as contas públicas.

“Isso exige maiores investimentos em infraestrutura, mais recursos para educação, saúde, saneamento básico e a necessidade de maiores expansões para a abertura de mais postos de trabalho (médio a longo prazo) e tem um efeito positivo no crescimento econômico se, e somente se, os nascimentos resultarem (e é necessário investimento em educação) em uma mão de obra inovadora, que aumente a produtividade per capita do estado”, explica Felippe Rocha.

Os números do IBGE acendem o alerta de que quanto menor o crescimento da população, maior o envelhecimento, maiores as obrigações e as responsabilidades.

“Temos de lembrar que Alagoas, eu acho que essa informação saiu recentemente, é o quarto estado brasileiro com a menor taxa de natalidade, então isso também nos chama a atenção a respeito sobre o futuro. Ou seja, vamos ter uma população mais envelhecida, necessariamente mais dependente da previdência do INSS”, completa Renan Laurentino.

A população brasileira é estimada em 213,4 milhões de habitantes, segundo novos dados divulgados pelo IBGE, que leva em conta a contagem de pessoas até o dia 1º de julho de 2025.

Os números atualizados representam uma alta de 5,1% em relação ao Censo de 2022, quando a população era estimada em 203.062.512 brasileiros. Em outubro de 2023, o IBGE já havia feito um ajuste, apontando 203.080.756 pessoas no país.

São Paulo continua como a unidade da Federação com mais habitantes: 46.081.801 milhões de pessoas — 21,59% do total do país. No ano passado, a população paulista era de 45,9 milhões; Na sequência, os estados mais populosos são Minas Gerais (21.393.441 milhões) e Rio de Janeiro (17.223.547 milhões); O estado com a menor população é Roraima, com 738.772 habitantes.

O maior crescimento populacional ocorreu em Roraima, onde o número de pessoas saltou de 716.793 para 738.772, uma alta de 3,07%; Enquanto isso, os menores crescimentos foram registrados no Rio de Janeiro e em Alagoas, com 0,02%, seguidos pelo Rio Grande do Sul (0,03%).

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