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Fotos tiradas em AL duante a pandemia integram exposição em Brasília
Imagens ganham dimensão sensorial em mostra gratuita e passam a integrar acervo nacional de memória da pandemia
O projeto de extensão Labium Imagem na Quarentena, coordenado pela professora de Jornalismo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Janayna Ávila, passou a integrar a exposição itinerante do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS). A iniciativa reúne registros fotográficos produzidos por estudantes e servidores da universidade durante o período de isolamento social provocado pela pandemia de covid-19 em Alagoas.
A exposição foi aberta ao público no último dia 26 de maio, no Shopping Conjunto Nacional, em Brasília, com entrada gratuita. A mostra, que segue até o dia 28 de junho, conta com dez estações imersivas que transformam registros digitais em experiências sensoriais e coletivas, convidando os visitantes a revisitar memórias do período pandêmico.
O acervo alagoano é composto por mais de 60 fotografias produzidas entre junho e setembro de 2020, originalmente publicadas no blog do Projeto Labium Imagem. Os registros são acompanhados por textos elaborados pela coordenadora da iniciativa, a partir de relatos enviados pelos participantes sobre suas vivências durante a quarentena e sobre o processo de produção das imagens.
As fotografias retratam diferentes perspectivas do cotidiano durante a pandemia e compõem um mosaico visual que evidencia sentimentos, experiências e transformações vividas naquele período.
Segundo Janayna Ávila, a inclusão do acervo na exposição e no Memorial Digital da Pandemia de covid-19 foi viabilizada por meio de uma parceria com o Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
“São registros tristes, solitários, mas essenciais à construção da memória. Momentos que não devem se repetir devem ser lembrados. E a fotografia é testemunha ocular, tem papel essencial nesse processo”, destacou a professora.
Memória e registro histórico
Criado no âmbito do curso de Jornalismo da Ufal, na disciplina de Fotografia e Fotojornalismo, o projeto Labium Imagem na Quarentena teve como principal objetivo registrar, por meio da fotografia, os impactos da pandemia no cotidiano da população. A proposta partiu da compreensão de que a imagem é um importante instrumento de preservação da memória e de documentação histórica.
De acordo com a coordenadora, as fotografias produzidas durante o isolamento social permitiram compartilhar experiências em um momento marcado pelo distanciamento físico e pelas incertezas provocadas pela crise sanitária.
“As imagens revelam reflexões sobre as mudanças impostas ao cotidiano e registram sentimentos como solidão, medo, tristeza, afeto, angústia, nostalgia e esperança, além da atenção aos pequenos detalhes da vida durante aquele período”, explicou.
A exposição tem origem no Memorial Digital da Pandemia de covid-19, iniciativa desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) e o Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
Com projeto expográfico assinado pelo Estúdio Bijari, a mostra reúne fotografias, vídeos, cartas, diários, mensagens e testemunhos de pessoas de diferentes regiões do país, representando múltiplas realidades sociais e culturais.
Após o encerramento da etapa itinerante, o acervo produzido em Alagoas passará a integrar o Memorial Digital da Pandemia de covid-19, no Rio de Janeiro. Em Brasília, a exposição permanece aberta para visitação até 28 de junho. Em seguida, seguirá para São Paulo, Fortaleza, Manaus e Porto Alegre, antes de se tornar parte permanente do Centro Cultural do Ministério da Saúde.