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Mostra Quilombo tem programação dedicada ao cinema negro e indígena

Evento gratuito ocorre até o dia 23 de agosto no Centro Cultural Arte Pajuçara, com sessões de filmes, atividades formativas e convidados de destaque no audiovisual brasileiro

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Imagem ilustrativa da imagem Mostra Quilombo tem programação dedicada ao cinema negro e indígena
| Foto: Divulgação

As narrativas negras e originárias estão no centro das telonas nesta semana, com a VI Mostra Quilombo de Cinema Negro e Indígena, uma realização do Mirante Cineclube. O evento começou ontem e segue até o dia 23 de agosto no Centro Cultural Arte Pajuçara, em Maceió. A programação conta com exibições, oficinas e debates.

Antes mesmo de sua abertura oficial, a Mostra realizou uma imersão audiovisual na Aldeia Karapotó Terra Nova, no município de São Sebastião, entre os dias 13 e 15 de agosto. A atividade antecipou o espírito de troca de saberes e experiências que marca o evento, estabelecendo vínculos diretos com territórios indígenas.

A mostra exibe filmes de oito estados brasileiros — Alagoas, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo — e é dividida entre a Mostra Quilombo Jovem, voltada a estudantes e jovens realizadores, e a Mostra Oficial, com exibições abertas ao público e sessões comentadas com diretores e convidados especiais.

Imagem ilustrativa da imagem Mostra Quilombo tem programação dedicada ao cinema negro e indígena
| Foto: Divulgação

Entre os destaques da edição estão a presença da montadora Cristina Amaral, referência do cinema brasileiro, o cineasta Gabriel Martins, da Filmes de Plástico, e a pesquisadora e curadora Lorenna Rocha. A programação completa e informações sobre os horários das exibições podem ser conferidas no perfil da iniciativa no Instagram (@mirante_cineclube).

MOSTRA QUILOMBO JOVEM

Voltada à formação de público e à exibição em escolas públicas, a Mostra Quilombo Jovem apresenta dois programas de curtas com temas ligados à juventude, ancestralidade, espiritualidade e territórios urbanos e rurais.

Destaques: Sertão 2138 (PE), ficção distópica dirigida por Deuilton B. Júnior; Só Pedrada (CE), documentário de Mayra Fernandes sobre o reggae nas periferias; Cavaram uma cova no meu coração (AL), de Ulisses Arthur, sobre a crise ambiental causada pela mineração em Maceió; e Zoya (SP), de Larissa Dardania, aborda o luto e o silêncio entre mãe e filha

As sessões acontecem nas salas do Arte Pajuçara, com mediação de educadores e convidados.

ATIVIDADES FORMATIVAS

20/08 – 15h

Roda de conversa com Cristina Amaral

Uma das maiores montadoras do país compartilha experiências, bastidores e visões sobre a arte de moldar narrativas no cinema.

21 a 23/08 – 15h às 17h30

Laboratório de Imersão Criativa com Gabriel Martins

Três encontros formativos com o diretor de Marte Um e Nada, promovendo reflexão, troca de processos e escuta crítica entre jovens realizadores e profissionais do audiovisual.

MOSTRA OFICIAL – SESSÕES DE CURTAS E LONGAS

20/08 – Abertura:

A Transformação de Canuto (SP/PE), documentário de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho – 130 min.

Exibição com presença do diretor e do ator Thiny Ramirez. O filme narra a lenda de um homem que se transforma em onça em uma aldeia Mbyá-Guarani.

21/08 – Sessão de Curtas 1 (77 min)

Com curadoria sensível, esta sessão reúne nove realizadoras negras e indígenas em obras como:

  • Ainda escuto o céu embaixo d’água (AL)
  • O Céu Não Sabe Meu Nome (BA)
  • Acupe (BA), sobre a manifestação Nego Fugido
  • Salam e Mar de Dentro (PE)
  • Meu Amigo Pedro Mixtape (SP), de Lincoln Péricles

22/08 – Sessão de Curtas 2 (80 min)

Filmes que entrelaçam cotidiano, ancestralidade e espiritualidade:

  • Pupá (RN), documentário sobre autonomia e festa
  • A Invenção do Orum (ES), com narrativa queer-afro-futurista
  • Entre o Mar e a Memória (PE), sobre pesca artesanal
  • Maré Grande (BA), marisqueiras e os registros do corpo no mangue.
  • Maira Porongyta – o aviso do céu (MT), ficção indígena sobre desequilíbrio ambiental

23/08 – Encerramento:

Um é Pouco, Dois é Bom (RS), ficção de 1970, de Odilon Lopez — 94 min

Clássico restaurado com duas histórias sobre sonhos e limitações sociais.

Bate-papo pós-sessão com Lorenna Rocha, crítica e curadora, sobre processos de restauração e memória do cinema negro no Brasil.

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