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Opinião

Futuro e o presente das empresas familiares

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Por Werner Bornholdt. Fundador da Werner Bornholdt Governança | Edição do dia 26/05/2022 - Matéria atualizada em 25/05/2022 às 23h33

Se estivéssemos em um cenário convencional, já seria comum deparar-se com os diferentes obstáculos que as relações pessoais e profissionais dentro de um contexto de empresa familiar podem causar. Mas isso se intensifica ainda mais em um momento de mudanças sociais como o que vivemos nos dois últimos anos.

Além de tudo, foi um período de transformações aceleradas, como a necessidade de passar a viver em isolamento, de se adaptar a novas tecnologias, recursos e métodos profissionais e de respeitar cada vez mais os diferentes tempos e as diferentes reações de cada indivíduo. E essas revoluções continuam a acontecer.

Agora, podemos dizer que estamos caminhando em uma rotina similar ao que possuíamos até o início de 2020, mas novamente com situações desafiadoras. Afinal, como aplicar as inovações criadas para a pandemia com o retorno das interações pessoais? Como lidar com visões discrepantes sobre modelo de trabalho remoto ou presencial? Como criar redes de apoio para todo corpo profissional depois de dois anos tão atribulados para a saúde física e mental das pessoas?

E em meio a tantas perguntas, ainda se faz necessário entender que há uma grande diferença entre a retomada social e a estabilidade sanitária alcançada e uma retomada geral da sociedade quando olhamos para economia, desempenho de empresas e geração de empregos. Nesse cenário, que já é habitualmente desafiador, os obstáculos continuam a surgir entre altas na inflação e desvalorização de nossa moeda. Esses elementos provam a importância de se criar uma rotina frequente de debates que envolvam os eixos família-sociedade-empresa. Há quem tenha medo de provocar discussões, como se as reduzissem a brigas. É preciso reconstruir essa visão e pensar na troca de argumentos como algo essencial para encontrar soluções e absorver aflições, reduzindo riscos e efeitos das quebras de expectativas e das divergências estratégicas. Adiar debates, sim, é o gatilho para rupturas.

Somente com essa abertura para ouvir e falar é que se cria um movimento de convergência para minimizar percalços, fortificar as defesas contra os possíveis conflitos e aumentar o repertório para soluções. Quando um grupo se conhece melhor, fica mais fácil caminhar na mesma direção, sem eliminar diferenças e individualidades. Convergir não significa concordar sem questionamentos ou abrir mão de convicções e ideias. Convergir é a soma de cada estratégia e valor, entendendo o que é vital para a família, a sociedade e a empresa prosperarem.

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