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Editorial

Cartão vermelho

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O trabalho infantil continua sendo uma realidade que desafia governos e sociedades em todo o mundo. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 138 milhões de crianças e adolescentes ainda se encontram em situação de trabalho infantil. No Brasil, levantamento do IBGE aponta que 1,64 milhão de jovens entre 5 e 17 anos estavam nessa condição em 2024.

A campanha “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”, lançada nesta semana por instituições públicas e organismos internacionais, é uma iniciativa oportuna ao utilizar a força simbólica do futebol para chamar a atenção da sociedade para uma violação de direitos que muitas vezes permanece invisível.

Os impactos são profundos. A pesquisa do IBGE mostra que a frequência escolar entre crianças e adolescentes submetidos ao trabalho infantil é inferior à média nacional. Entre jovens de 16 e 17 anos nessa condição, apenas 81,8% frequentam a escola.

O combate a essa prática não depende apenas de fiscalização e punição. É necessário enfrentar as causas que alimentam o problema, como pobreza, desigualdade social e evasão escolar. Também é preciso romper com a cultura que ainda romantiza o trabalho precoce como instrumento de formação pessoal.

Erradicar o trabalho infantil significa preservar direitos, ampliar oportunidades e investir no desenvolvimento social e econômico do País.

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