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Opinião

Oportunidades do 5G para a Educação

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Por Joice Diaz - pedagoga e mestre em Educação e Novas Tecnologias, professora e tutora dos cursos de pós-graduação em Educação na Uninter. | Edição do dia 03/12/2021 - Matéria atualizada em 02/12/2021 às 23h04

Está chegando ao Brasil a quinta geração de tecnologia de rede sem fio. A tão comentada 5G, com capacidade de cerca de 10 gigabits por segundo para os nossos dispositivos digitais e com velocidade 600 vezes maior que a tecnologia atual. Essa mudança possibilita avanços também no contexto educacional, em que o acesso à tecnologia passa a ser sinônimo de desenvolvimento humano, em elementos tão essenciais quanto empregabilidade, renda média e lazer.

As conexões mais estáveis, e com facilidade em enviar e baixar arquivos, já funcionam na China, Alemanha, Japão e Estados Unidos. Esse ambiente em rede e alta velocidade promete não apenas maior comunicação entre pessoas, mas também um avanço na Internet das Coisas (IOT), automatizando processos e mudando a rotinas em casa, ou no trabalho. Ainda mais quando essas duas áreas ocupam o mesmo espaço. No Brasil, segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a previsão da chegada do 5G é para o segundo semestre de 2022, de forma gradativa, com prazos finais previstos para 2029. Mas, pensando em Educação, esse avanço nos oportuniza, por exemplo, ferramentas de simulação, acessos a diferentes conteúdos on-line, multimídias 3D, download de dados em maior quantidade, grandes acervos de imagens e áudios e diversas outras tecnologias que enriquecerão os ambientes de estudo e abrirão portas para os professores e estudantes. A Educação a Distância (EaD) ganhará força por conta da facilidade na interação dos alunos com objetos complexos, por meio da utilização de tecnologia 3D, que serão reproduzidos a partir do uso celulares e óculos portáteis. Além disso, contando com o uso de ferramentas adequadas e uma boa conexão com o 5G, os alunos terão oportunidade de interagir e cocriar com seus pares, mesmo estando à distância, fortalecendo a comunicação ubíqua, interativa e muita mais rápida. Todas essas mudanças trarão avanços significativos para o processo de ensino-aprendizagem. Porém, essas mudanças não terão o poder de substituir o papel do professor. Este deve se preocupar em acompanhar esse cenário, trazendo para seus alunos novas metodologias, oportunidades de interação inovadoras bem como estimular o protagonismo do aluno em sala de aula e fora dela, contribuindo para um aprendizado significativo. Isto é, que tenha sentido para as diferentes realidades e projetos de vida do estudante.

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