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Cidades

MP/AL PEDE PRISÃO DE EX-SECRETÁRIO QUE MATOU MULHER ATROPELADA

Caso aconteceu em Dois Riachos quando, segundo inquérito, Ricardo Rosa encontrava-se embriagado

Por Hebert Borges | Edição do dia 03/12/2021 - Matéria atualizada em 02/12/2021 às 22h46


O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) voltou a pedir a prisão preventiva do ex-secretário de Saúde de Santana do Ipanema, Ricardo Medeiros Rosa, por ter matado uma mulher atropelada, em julho deste ano. O caso aconteceu em Dois Riachos e, segundo a polícia, Rosa estava bêbado.

O parecer pedindo a prisão foi emitido quarta-feira (1º). Para o MP, o ex-secretário, ao dirigir sob o efeito de álcool, assumiu o risco de provocar um acidente fatal, o que de fato ocorreu, no dia 26 de julho, tirando a vida de Jenilda Bento da Silva. Ricardo Medeiros, que chegou a ser preso em flagrante delito, conseguiu liberdade após decisão do Poder Judiciário.

O parecer do MPAL foi emitido pelo procurador de Justiça Maurício Pitta. “No caso em tela, estão presentes os requisitos necessários para a decretação da prisão cautelar. Vale salientar que o acusado, após atropelar e matar a vítima, fugiu do local sem prestar socorro para garantir que não seria identificado. Além disso, o réu, segundo as provas colhidas, estava sob influência de uma enorme quantidade de álcool e ainda possuía bebidas alcoólicas no veículo, demonstrando completo desprezo pela vida alheia, trafegando com seu veículo em via pública, colocando todas as pessoas que transitavam em risco”, argumentou o membro do Ministério Público.

“Infelizmente, ainda que medidas como a realização da Operação Lei Seca e de campanhas de conscientização de trânsito venham sendo tomadas, é comum de tempos em tempos vermos nos noticiários novas vítimas desse tipo de irresponsabilidade, razão pela qual também se faz necessária uma firme ação do Estado e da Justiça para repelir esse tipo de prática criminosa, evitando assim novas vítimas fatais”, acrescentou o titular da 3ª Procuradoria de Justiça Criminal.

DOLO EVENTUAL

O procurador de Justiça também ressaltou que o caso está configurado como dolo eventual: “Ele assumiu o risco de sua conduta ao dirigir completamente embriagado. Após tantas campanhas de conscientização e de operações para coibir esse tipo de prática, não se mostra plausível o argumento de que seria apenas imprudência, imperícia ou negligência. Está mais do que claro para todos que o veículo se torna uma arma quando colocado sob direção de um indivíduo embriagado, resultando em mortes reiteradas de pessoas inocentes. Tudo isso evidencia, mais ainda, a gravidade dos fatos praticados e a consequente necessidade da decretação preventiva do acusado”, defende.

Ricardo Rosa já havia tido sua prisão preventiva requerida, em julho último, pela promotora de Justiça Jheise Gama. No entanto, dois dias após o fato, ele foi solto pelo Poder Judiciário.

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